A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) registrou, em janeiro deste ano, crescimento de 46% nas consultas de SPC
O
crescimento foi observado neste primeiro mês de 2019 em relação a
dezembro de 2018. Enquanto em dezembro o número de consultas foi de
12.593, em janeiro saltou para 18.386, ou seja 46% de aumento. “Isso
significa que o consumidor foi ao comércio de Novo Hamburgo com intenção
de comprar e o lojista consultou o SPC para saber se o cliente tinha
crédito”, explica o diretor financeiro da CDL-NH, Jaime Machado, também
proprietário da Selet Comércio de Materiais Elétricos.
Se a comparação de janeiro de 2019 for com o mesmo período do ano anterior, o número
de consultas ao SPC também aumentou. De 13.725 para 18.386, ou seja, um
acréscimo 34%.
Devido
a esse crescimento, os lojistas constataram que o número de
inadimplentes igualmente cresceu. Subiu de 1.567, em janeiro de 2018,
para 2.231, no primeiro mês de 2019. Um aumento de 42% de inadimplentes
no SPC.
Para o presidente da CDL-NH, Jorge Stoffel, o crescimento da
inadimplência é mais comum nesta época do ano. “Neste período as
famílias têm despesas como IPTU, IPVA, férias, volta às aulas e em algum
momento os consumidores podem ficar no vermelho”, analisa Stoffel.
No
entanto, ele também destaca que a ida ao comércio neste período também é
motivada pelas liquidações a exemplo do Liquida NH, promovido pela entidade, que termina no próximo dia 10 de fevereiro.
DADOS POSITIVOS
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia na última semana de janeiro foram avaliados como satisfatórios pelo presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch, especialmente no que diz respeito ao indicador de empregabilidade do varejo.
“O fato do Rio Grande do Sul encerrar 2018 com um saldo positivo de 20.249 vagas, após três anos de resultados ruins, serve de alento para projetarmos um 2019 melhor no que diz respeito a retomada do emprego no estado. Nesse aspecto, a reação do comércio, que teve um aumento de 1.639 empregos na comparação com 2017, é um fator importante, uma vez que diversos aspectos dificultaram a atividade varejista ao longo do último ano, como a paralisação dos caminhoneiros e a incerteza do cenário político até o final de outubro”, destaca Vitor Augusto Koch.
A partir desses dados, e da retomada da confiança dos lojistas no cenário econômico estadual e nacional, é possível esperar que 2019 traga um cenário mais alentador, tanto para vendas quanto para empregos no varejo gaúcho. “Em 2018, houve para o varejo gaúcho um crescimento de 6,3% nas vendas, contabilizando o varejo ampliado, no qual estão incluídos material de construção e veículos. E a alta poderia ter sido maior, mas fatores como a greve dos caminhoneiros, em maio e junho, e as incertezas eleitorais, acabaram por minar uma maior confiança do consumidor. Então, caso não tenhamos nenhum fato negativo novo na trajetória de 2019, acreditamos no início de uma reação”, enfatiza Koch.

























