Neste domingo (18), a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo emitiu um alerta sobre eventual risco de desabastecimento de água em Novo Hamburgo.
Isso porque, o histórico indicava que a empresa nunca tinha conseguido manter suas estruturas em funcionamento com o Rio dos Sinos acima dos 8 metros no ponto de captação junto à ponte da Estrada da Integração Leopoldo Petry.
Eis que essa grande cheia no Rio dos Sinos está trazendo uma novidade.
Nesta segunda-feira (19), o nível do Rio dos Sinos superou a marca de 8 metros na estação de captação de água da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. Atingiu 8,03 metros.
O nível de hoje é o maior desde 2013, quando o rio atingiu 8,48 metros, o que impactou diretamente no abastecimento de água do município.
Naquela oportunidade, há mais de uma década, a Comusa precisou parar de captar água, esperar o rio baixar, limpar o local, reinstalar os motores para, então, retomar o fornecimento.
EXPERIÊNCIA
Desta vez, no entanto, a experiência das equipes de servidores e melhorias realizadas na estrutura, garantiram o pleno abastecimento e, pela primeira vez, a Comusa continuou captando água com o rio acima de 8 metros. “Nossas equipes trouxeram essa experiência daquela inundação e criaram mecanismos que evitaram que tivéssemos que parar de captar água”, comenta o vice-prefeito e diretor-geral da Comusa, Márcio Lüders.
Na foto abaixo está o diretor-geral da Comusa no acesso à estação, que somente é feito através de barco.

Mesmo assim, a equipe trabalha atenta para uma possível nova elevação do rio, caso as chuvas previstas para essa semana se concretizem. “Estamos com uma equipe de emergência monitorando e se preparando para o pior. Mas, estamos com os reservatórios cheios e preparados para caso tenhamos que parar de captar. Precisamos que a população ajude, evitando o desperdício e consumindo a água de forma consciente nos próximos dias.”
INVESTIMENTOS
Entre as melhorias implantadas pela Comusa, novos transformadores com entrada de alimentação superior e não lateral, como em 2013, garantem o fornecimento seguro de energia elétrica. “Também elevamos disjuntores responsáveis pelo funcionamento da drenagem e muros de contenção que protegem os motores”, destaca Lüders.

























