Uma possível troca de produto no tratamento da água em Novo Hamburgo não vai trazer prejuízos à saúde da população e manterá a qualidade do procedimento. Quem garante é a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. Em reportagem publicada ontem no Jornal NH, foi informado que a autarquia estuda a troca do floculante aditivo de tanino para o sulfato de alumínio – que foi usado em outro período pela Comusa.
A função exercida pelos dois produtos – tanino e sulfato de alumínio – é a mesma e, segundo o diretor-geral da Comusa, Álvaro Silva, a possível troca é motivada por dois fatores: redução de custos e ganho de velocidade no tempo de manutenção e limpeza dos filtros. Contudo, não está descartada a possibilidade de utilização dos dois sistemas.
Um leitor do blog Martin Behrend entrou em contato nesta terça-feira com uma questão: "Se o sulfato de alumínio é
melhor em termos de velocidade, mais econômico e não traz prejuízos à saúde, por que não foi feita a troca anteriormente e se manteve o tanino por todo esse tempo?" Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Comusa. De forma profissional e merecedora de elogios, a assessoria enviou prontamente o seguinte esclarecimento:
“Antes de mais nada, a Comusa estuda a troca. Ainda não está sacramentado. Caso ocorra, a troca de tanino por sulfato de alumínio se baseia em dois pilares, um econômico e outro ligado à ampliação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA). Não tem nada a ver com motivos de saúde, pois não muda nada na potabilidade da água. A Comusa, claro, seguirá atendendo os mais de 90 parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde independente da forma utilizada para o tratamento.
Então, no que se refere à ampliação do SAA, uma das frentes está na ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Rondônia, com construção de novos filtros e adequação dos já existentes para que eles tratem água mais rapidamente, ampliando a produção e a distribuição de água tratada. Nisso entra o sulfato de alumínio, que é um ingrediente floculador (que aglutina resíduos) de forma mais ágil dentro do novo processo que está projetado. Ou seja, a Comusa trataria água da mesma forma, só que mais rapidamente.
Sobre a economia, os estudos até agora feitos estimam uma redução de até R$ 2,5 milhões por ano nos gastos com tratamento de água, recurso que pode ser destinado a outras melhorias, como substituição de redes antigas que ainda causam vazamentos na cidade.
O tanino começou a ser usado no tratamento
em 2001, em outro governo.”

























