Em um mês, são mais de 20 dias de chuva.
Entre tantos desdobramentos da maior catástrofe ambiental do Rio Grande do Sul, estão os prejuízos em estradas e rodovias. Pontes arrancadas, deslizamentos de terra, trechos alagados e desmoronando passaram a fazer parte do cenário gaúcho.
Além de intervenções de maior porte e impacto, existe outro problema que se multiplica nas ruas, avenidas e estradas gaúchas. São os buracos, panelões e crateras que vão aumentando de tamanho em razão da intensidade da chuva. Em alguns casos, sem exageros, colocam em risco a segurança dos condutores dos veículos.
Embora equipes de trabalho consigam fazer remendos e reparos, são poucos dias de tempo seco nas últimas semanas. Logo, vem a chuva e complica a situação.
NOVO HAMBURGO
Nas últimas semanas, a Prefeitura de Novo Hamburgo conseguiu, em alguns trechos de maior movimentação, fazer reparos emergenciais. Dois exemplos de buracos tampados: na rótula da Avenida Victor Hugo Kunz com a Avenida Nicolau Becker, e na rótula da Rua São Luiz Gonzaga com a Rua Joaquim Pedro Soares.
É claro que tem muita cratera aberta. E em situação perigosa.
É o caso da Rua Demétrio Ribeiro, no bairro Vila Nova, num dos acessos para a Universidade Feevale. O local foi isolado por cones e a sensação é que o piso está cedendo – foto abaixo.

A expectativa é que, a partir de quarta-feira, o sol volte a brilhar no Estado e, com isso, seja intensificado o trabalho de tapar os buracos. Confira aqui a previsão do tempo: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
PREFEITURA
A reportagem do Portal Martin Behrend fez contato com a Prefeitura para falar sobre o trabalho realizado. Foi enviado um esclarecimento.
“A Secretaria de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários (Semopsu) informa que as condições climáticas recentes, excesso de umidade e chuva, impedem a realização contínua dos serviços de recomposição da malha asfáltica e de tapa-buracos pelo Município. Nestas condições, os trabalhos estão sendo realizados apenas em situações emergenciais.
O uso de asfalto frio, o mais utilizado em buracos menores, permite um trabalho mais dinâmico e rápido em relação ao asfalto quente, além de não necessitar bloquear o trânsito. Em clima seco, mensalmente são utilizados cerca de 125 toneladas de asfalto frio, com cerca de 1 mil buracos tapados diariamente. Após a colocação do asfalto frio, já é possível circular com os veículos imediatamente sobre o material, que possui uma tecnologia de secagem rápida. A compactação do asfalto é realizada de forma diferente, pois o trânsito de veículos acelera o endurecimento do material.
A Prefeitura de Novo Hamburgo também realiza manutenção utilizando o tradicional capeamento e recapeamento asfáltico com material quente, ocorrendo nos desníveis e buracos maiores. No asfalto quente, a execução do serviço é mais demorada e exige maquinário e outros procedimentos.”



























