A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Esquadro, voltada ao combate a homicídios ocorridos em 17 de junho de 2025 e 18 de julho de 2025, no município de Canoas.
A ação, por meio da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, foi coordenada pela delegada Graziela Zinelli.
Durante a operação, foram cumpridas dez ordens judiciais em Canoas e Novo Hamburgo, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Brigada Militar, por meio do 15ª Batalhão de Polícia Militar.
Quatros pessoas foram presas. Um dos suspeitos estava numa propriedade no bairro Lomba Grande, zona rural de Novo Hamburgo. Ele é apontado como líder de uma facção criminosa com atuação na região. Este homem preso também teria ordenado os ataques com mortes em Canoas. Ele teria tentado destruir provas ao perceber a chegada dos policiais.
OS ASSASSINATOS
A Operação Esquadro busca reforçar os cadernos probatórios relativos a dois inquéritos policiais que apuram a morte de dois homens, ocorridas no bairro Fátima e no bairro Rio Branco, em Canoas. As vítimas, ambas do sexo masculino, possuíam antecedentes por tráfico de drogas, delitos de trânsito, ameaça, desobediência e posse ilegal de arma de fogo, sendo que foram executadas em contexto de desacertos dentro de um mesmo grupo criminoso.
A primeira execução ocorreu durante a madrugada, no interior da residência da vítima. Os suspeitos invadiram o prédio e o apartamento onde ela morava, identificando-se como policiais. O homem, de 19 anos, foi alvejado diversas vezes e morreu no local. Sua morte teria decorrido de conflitos dentro do grupo criminoso, já que ele havia efetuado disparos de arma de fogo contra o carro utilizado por uma das lideranças do grupo, ao confundi-lo com rivais.
O segundo homicídio ocorreu ao meio-dia, quando a vítima dirigia seu carro e foi atingida por disparos de calibres 5.56 e 7.62, perdendo o controle do veículo e colidindo contra um ônibus. Os atiradores, que utilizavam um automóvel de luxo, interceptaram a via, desceram do veículo e efetuaram novos disparos contra a vítima, fugindo em seguida. Essa execução foi um revide do mesmo grupo criminoso contra um integrante que teria facilitado a morte do primeiro homem.
Ressalta-se que ambos os crimes foram praticados no contexto do tráfico de drogas e têm como vítimas e suspeitos membros de uma mesma organização criminosa, mas praticados por dissidências dentro do grupo.
DELEGADOS
De acordo com a delegada de Polícia Graziela Zinelli, as ações desencadeadas na presente operação são amparadas no Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio e objetivam dissuadir a reiteração criminosa.
Conforme o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado de Polícia Mário Souza, “os executores, mandantes e, principalmente, os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados, conforme a dissuasão focada e o Protocolo das 7 Medidas contra os Homicídios.”

























