Um crime ambiental na casa e na cara do papa Francisco, um
homem apaixonado pelo meio ambiente. Esse é o desfecho do episódio de seis araucárias
que repentinamente passaram a secar no Cemitério Católico de Hamburgo Velho,
junto à Igreja Nossa Senhora da Piedade. A Secretaria Municipal do Meio
Ambiente (Semam) confirma que as árvores foram envenenadas – a informação já havia sido repassada no começo do ano. Em função desse
episódio, a Mitra Diocesana de Novo Hamburgo foi autuada pela Semam. As
informações foram confirmadas pelo engenheiro agrônomo Décio Marques, do setor
de Arborização Municipal.
Nesta semana, leitor do Portal Martin Behrend escreveu
intrigado sobre o corte das araucárias. Após o envenenamento, elas foram
retiradas do local. Segundo a Semam, “as seis araucárias foram envenenadas. Por
esse motivo morreram. Por haver risco de queda, foi autorizada a remoção,
mediante compensação.” Em relação aos ninhos de caturritas que estavam na copa
dos pinheiros, a Semam informa que “os ninhos encontrados eram transitórios e
por isso não houve necessidade de realocá-los.” Como dito em reportagem
anterior, “isso foi um crime ambiental junto a um templo de Deus.”
ENTENDA O CASO
Em 29 de janeiro de 2016, o Portal Martin Behrend publicou a
seguinte reportagem: “Confirmado! Seis araucárias no cemitério católico de
Hamburgo Velho foram envenenadas!” O link está a seguir: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
A reportagem também pode ser lida na sequência:
“O que se imaginava foi confirmado oficialmente: seis
araucárias no cemitério católico de Hamburgo Velho foram envenenadas de forma
proposital. É isso que apontou investigação realizada pela Secretaria
Municipal do Meio Ambiente, através da Diretoria de Proteção Ambiental. O que
restou das árvores permanece por lá, mas só o milagre da ressurreição
deverá ser capaz de reverter o quadro. As seis araucárias ficam nos fundos
da Igreja Nossa Senhora da Piedade.
Em outubro do ano passado, o Blog Martin Behrend produziu
reportagem intitulada “Mistério em Hamburgo Velho: o que aconteceu com seis
araucárias junto ao cemitério católico?” O link da reportagem é http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1046.
Após três meses de espera pelos laudos técnicos, a reportagem voltou a contatar
a Diretoria de Proteção Ambiental. Repasso a seguir a manifestação do
engenheiro agrônomo Décio Marques, do setor de Arborização Municipal:
“Após uma vistoria solicitada pela Mitra Diocese de
Novo Hamburgo, para avaliar a remoção de uma árvore, constatamos que algumas
árvores estavam com galhos secos fora de época. Encontramos indícios de
anelamento em três árvores da espécie Pau-ferro. No meio da vistoria, um funcionário da Mitra, que não quis
se identificar, denunciou que no pátio interno havia 6 árvores que teriam sido
envenenadas. Não soube informar quem executou o envenenamento. Após olharmos as
referidas árvores, constatamos que as seis, da espécie Araucária, estavam com
perfurações de cerca de 5cm de diâmetro. E de dentro dessas perfurações escorria
um líquido de aspecto viscoso. Coletamos amostras e enviamos para um
laboratório de análises químicas.
Notificamos (nº 2392/2015) o padre responsável para que
prestasse esclarecimentos na Semam. Os esclarecimentos foram registrados na ATA
nº 70/2015 e os detalhes da vistoria no relatório técnico nº 28/2015. O auto de
infração ainda não foi lavrado, pois estamos aguardando a recuperação ou a
morte total das árvores, já que o enquadramento depende desse resultado.”
Confirmado o envenenamento, vem a segunda parte do mistério: quem
foi que furou os troncos, despejou um líquido poluente e envenenou
criminosamente as seis araucárias no cemitério católico de Hamburgo Velho? As
respostas precisarão aparecer. Isso foi um crime ambiental junto a um templo de
Deus.”
























