Estou colecionando Avisos de Irregularidade (AI) da Faixa de Nobre de Novo Hamburgo. Informação: aceito doações e estou montando grupos para jogar bafo com os papéis.
Só ironizando para conviver com o teatro da Faixa Nobre. Que é uma farsa. Não existe multa sendo gerada, não existe perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação, não existe punição. O recado que está atrás do AI é mentiroso. Informa que “verificada a ocorrência de 03 (três) avisos de Irregularidade não quitados será gerado auto de infração por estacionamento em desacordo com a regulamentação…” Mentira.
O Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) derrubou a Faixa Nobre. Os fiscais (azuizinhos) não têm competência para aplicar notificações que representarão multa e perda de pontos na CNH. Os fiscais da Faixa Nobre não são agentes de trânsito, não são guardas municipais, não são policiais ou brigadianos. Eles não têm qualificação para se tornarem agentes de Estado capazes de, através dos seus atos, gerarem multas.
A Prefeitura segue pagando os salários de cerca de 20 agentes, imprimindo papéis, comprando canetas, vendendo folhas da Faixa Nobre como se tudo estivesse normal. Em parte, mantém a rotina pois existe uma lei municipal que precisa ser cumprida. Mas não deixa de ser uma ilusão, já que o resultado, na prática, inexiste. A direção da Faixa Nobre garante que os dados estão sendo arquivados e que se ocorrer uma mudança de interpretação pela Justiça, estes AI poderão ser transformados em dívida ativa e quem não quitou aparecerá como devedor do município. Essa teoria tem fundamento? De 0 a 100, dou menos de 1% de credibilidade.
Não sou a favor de estacionamento liberado no Centro! Pelo contrário! Estacionamento rotativo é a solução! Não dá para tolerar um pessoal que chega às 7h30 no Centro e tira seu carro somente às 18h30, se adonando das vagas. O estacionamento rotativo é fundamental! Agora, a Prefeitura precisa se mexer e achar uma solução com implicação legal. A ideia de parquímetros ficou só para 2015 – isso se acontecer. Desde 2011 segue o teatro sem uma reação prática do Executivo.
