As redes sociais escancaram o que o ser humano tem de melhor
– e, a reboque, o que oferece de pior. Enquanto milhões de pessoas inundam os
espaços virtuais com flores, lindas paisagens e mensagens, outros tantos ocupam
o mesmo espaço para ofender, difamar, caluniar, denegrir e destruir. São
contrastes chocantes. E esse clima bélico vem crescendo na vida real, com
episódios cada vez mais recorrentes de violências e agressões físicas fruto do
ódio, da intolerância, da incapacidade de raciocinar e de respeitar o próximo.
Para buscar entender e dimensionar o que vem ocorrendo na
sociedade, a Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) promove nesta
terça-feira (29.08) a palestra “Violência e Pensamento – A disseminação do ódio
no Brasil”. O palestrante principal é Marcos Rolim, doutor em Sociologia,
jornalista e ex-deputado estadual e ex-deputado federal. Os debatedores do
encontro serão Analice Brusius, Luis Alexandre Cerveira e Patrícia Spindler. O
evento é aberto à comunidade e o ingresso custa R$ 15,00. O encontro ocorrerá
na Fundação Evangélica – Rua Frederico Mentz, 526, bairro Hamburgo Velho.
Informações complementares em www.ienh.com.br/diapsicologo
CURRÍCULO MARCOS ROLIM
Marcos Rolim é doutor e mestre em Sociologia pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialista em Segurança
Pública pela Universidade de Oxford (UK) e jornalista graduado pela
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É coordenador de Comunicação Social
do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) e pesquisador. É
membro fundador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública;é presidente do
Instituto Cidade Segura (ICS), em Porto Alegre/RS e integra o Conselho
Administrativo do Centro Internacional para Promoção dos Direitos Humanos
(CIPDH), órgão vinculado à UNESCO, com sede em Buenos Aires. Por 11 anos, foi
professor no Centro Universitário Metodista (IPA), em Porto Alegre.
Quando Deputado Federal, foi vice-líder do PT e presidiu a Comissão de Direitos
Humanos da Câmara. Na CDH, organizou as “Caravanas Nacionais de Direitos
Humanos”, atravessando o Brasil 6 vezes em visitas a manicômios, presídios,
polícias, FEBENS, abrigos de crianças e asilos de idosos. Seus principais
projetos no Congresso envolveram temas como a Reforma Penal, a moderação do uso
da força e das armas de fogo pela polícia, a restrição à eletroconvulsoterapia,
os direitos civis dos homossexuais, a anistia à deserção nas FFAA e a regulação
ética da programação televisiva.
