O período de pandemia abriu espaço para uma mutação do tradicional chinelo.
O fato é que, com a necessidade do isolamento e do distanciamento em razão de questões sanitárias, as pessoas ficaram mais tempo em casa. E passaram a trabalhar em casa. E começaram a se vestir de forma mais confortável para trabalhar dentro de casa.
Nos pés, ganharam espaço pantufas, chinelos, Crocs, rasteirinhas e suas diferentes variações. E houve espaço para novidades.
Foi nesse período que ganhou força o “pillow slide”, ou chinelo nuvem. Marcas começaram a colocar em suas coleções um modelo com a proposta de unir conforto e design.
MELISSA
Quem entrou nessa tendência foi a marca Melissa, da calçadista gaúcha Grendene. O calçado, que simula o ato de flutuar, apresenta em sua identidade o diferencial sustentável de seu material, que recebe o nome de Melfree, por ser o primeiro monobloco em EVA Biobased da Melissa.
Os produtos são fabricados com matéria-prima extraída da cana-de-açúcar, com 20% a menos de emissão de carbono. A hamburguense Raquel Scherer é a gerente geral da Melissa, e destaca os diferenciais do produto. “É a primeira vez que lançamos produtos 100% EVA na Melissa, e esse é um passo muito importante na diversificação no mix de produtos, assim como na busca por atributos tão importantes como conforto. A nossa comunicação explora a textura do material, ressaltando leveza, conforto e design como diferenciais”, afirma Raquel.
O chinelo-nuvem, também conhecido como pillow slide, conquistou o público durante a quarentena, sobretudo pelo seu conforto. Ele possui formato anatômico, que garante maciez e conquista o coração de quem o calça.
A linha Melissa Free conta com dois modelos: flip flop e slide, disponíveis em cinco cores (preto, branco, verde, rosa e azul). “Melissa Free é sobre explorar novos caminhos e se sentir livre em cada escolha, espaço ou expressão”, ressalta a executiva hamburguense.
FONTE RENOVÁVEL
De acordo com uma pesquisa da Nielsen, a sustentabilidade é uma das maiores preocupações do consumidor brasileiro.
Tendo isso como um de seus pilares, a Melissa desenvolveu o primeiro monobloco em EVA, derivado da cana-de-açúcar. Batizado de Melfree, o material conta com 20% de carbono renovável (a cana é responsável por esse número), se tratando de um EVA que emite até 65% menos CO2eq (unidade de medida internacional que traduz os demais gases do efeito estufa em termos equivalentes ao CO2).
DESCARTE
As Melissas sem condições de uso podem ser descartadas nos mais de 350 coletores dos Clubes Melissa espalhados pelo Brasil, além das Galerias Melissa de São Paulo e Nova York. Os calçados coletados nestes pontos são enviados para recicladores homologados que transformarão esses calçados em outros itens.
SOBRE A GRENDENE
A Grendene foi fundada em 1971, em Farroupilha, e é uma das maiores produtoras mundiais de calçados. Possui tecnologia proprietária e exclusiva na produção de calçados para os públicos feminino, masculino e infantil.
A companhia é detentora de marcas reconhecidas e de sucesso, como Melissa, Ipanema, Rider, Zaxy, Grendha, Cartago, Grendene Kids e Pega Forte. Além disso, atua também através de licenciamentos de celebridades e personagens do universo infanto-juvenil.
Vende seus produtos por meio de representantes comerciais, distribuidores, exportações diretas e por meio da subsidiária Grendene USA, Inc. (EUA), atingindo mais de 90 mil pontos de venda (sendo 44 mil no exterior e 50 mil no Brasil), contando com um showroom Melissa em Milão e quatro lojas conceito: três “Galeria Melissa” (São Paulo, Nova York e Londres) e uma “Casa Ipanema” (Rio de Janeiro).
A empresa emprega 18 mil pessoas e tem capacidade instalada de 250 milhões de pares/ano em suas cinco unidades industriais, compostas por 11 fábricas de calçados e fábrica de PVC para consumo próprio na produção de calçados. A empresa é listada no Novo Mercado da B3.
