Farmacêutica destaca virtudes de repelentes de insetos com propriedades naturais

O Brasil segue em alerta. O crescente número de casos de dengue no Brasil e os recentes casos do Zika vírus e da febre chikungunya transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti assustam os brasileiros. A mobilização para evitar locais de proliferação do indesejado mosquito ganhou força, com diversas campanhas. Também passou a ter procura acima da média os repelentes, substâncias que agem localmente ou a distância afastando/incomodando artrópodes de voarem, pousarem ou picarem a pele humana ou animal.

Só que o uso de repelentes também começou a gerar algumas dúvidas. Segundo a farmacêutica Rosa Coelho, da Proderma Farmácia, o repelente Merck IR 3535® é

uma alternativa de repelente disponível desde 1980. Sua estrutura química é

baseada em uma substância natural (beta-alanina). “Ele é

ativo contra mosquitos, moscas, carrapatos, piolhos, vespas, abelhas. Sua eficácia é

comparável à

do DEET, mas ele tem um perfil toxicológico muito mais interessante e boas propriedades cosméticas”, explica. O Merck IR 3535® é

efetivo contra diversos tipos de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti. “Sua eficácia e segurança foram comprovadas em testes laboratoriais, sendo um produto seguro para crianças”, informa.

Rosa Coelho

lembra que uma alternativa ao uso de repelentes sintéticos contra insetos é a escolha por produtos natural, os óleos essenciais, que possuem boa eficácia e são "amigos" do meio ambiente. Estes compostos têm sido estudados e testados há muitos anos. Há tempo é conhecido o poder de afastar mosquitos dos óleos de citronela e lavanda – inclusive, houve plantio destas espécies em Campo Bom. “A Universidade de Santa Catarina fez testes com óleos essenciais em nano partículas e obteve resultados positivos na prevenção de picadas, sendo classificados como repelentes, apresentando atividade residual superior a duas

horas”, completa Rosa.

Posicionamento Oficial do Departamento de Dermatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2015/2016):

– Crianças até 6 meses de idade não podem usar repelentes!

– Repelentes para crianças entre 6 meses a 2 anos de idade: IR3535 duração de até 4 horas, aplicar uma

vez ao dia.

– Crianças entre 2 e 7 anos de idade, aplicar até duas vezes ao dia .

– Repelentes para crianças a partir de 7 anos, aplicar até três

vezes ao dia.

– Adultos, idosos e gestantes aplicar até três

vezes ao dia.

– O repelente deve ser aplicado somente nas áreas que ficarão expostas. Não aplique mais que três vezes ao dia, pode causar intoxicação.

– Se usar hidratante ou filtro solar, espere secar e aplique o repelente 15 minutos após o uso destes produtos. O repelente sempre é o último a ser aplicado.

– Não aplique próximo das mucosas (olhos, nariz, boca). Lave as mãos após o uso. Não aplique nas mãos das crianças, elas podem levar o produto à boca.

– Nao durma com repelente. Tome banho para remover o produto antes de dormir.

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