A Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos
Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) terá
sua 42ª edição ocorrendo de 6 a 8 de março, nos pavilhões da Fenac. É um
evento de repercussão mundial e com várias atrações: expositores apresentam
novidades, negócios são efetivados, visitantes de dezenas de países descobrem
novos parceiros e, de acordo com seus organizadores, é a única que tem tudo
envolvendo a produção de calçados. São aguardados mais de 500 expositores.
Inegavelmente, dentro dos atrativos existe um que ganha a cada ano mais destaque e relevância. É a Fábrica Conceito. A
iniciativa teve sua primeira edição acanhada num pequeno
pavilhão da Fenac. A proposta foi tão certeira que a estrutura foi para uma área mais
ampla. E agora, em 2018, em sua nona edição, o projeto vem ainda mais relevante
dentro da Fimec e com espaço centralizado de 1000 metros quadrados.
Os responsáveis pelo projeto são o Instituto Brasileiro de
Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), Fenac S.A e Coelho Assessoria
Empresarial. Neste ano, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
(Abicalçados) também estará inserida na proposta, assim como o Instituto de
Tecnologia do Calçado Senai de Novo Hamburgo.
Na manhã desta terça-feira, 23, a Fenac, em Novo
Hamburgo, reuniu a imprensa para divulgar as novidades da Fábrica Conceito. O
diretor-presidente da Fenac, Márcio Jung ressaltou a importância da Fimec de
trazer conteúdo cada vez mais relevante para os profissionais do setor, e
enfatizou o novo espaço da Fábrica. “Nesta edição da Fimec a Fábrica Conceito
deve ganhar um espaço de mais destaque, logo na entrada. Todos os visitantes
devem passar por lá e conferir as novidades em inovação e tecnologia”, afirma
Jung.
Para dar vida ao projeto, a coordenação convida indústrias
que possam oferecer modelos de calçados para produzir em tempo real dentro da
feira. Este ano, as marcas serão Ramarim de Nova Hartz, fabricante de calçados
femininos, e Kildare, de Novo Hamburgo, marca de calçados masculinos.
A Fábrica deverá produzir 3.000 pares de calçados em três
dias de feira – como acontece todos os anos, parte da produção será destinada a
instituições que atuam na área de responsabilidade social, escolhidas pelos
coordenadores do projeto e pelas duas indústrias de calçados.
NOVO ESPAÇO
Uma das novidades é a mudança de local, saindo do Centro de
Convenções e descendo para o Pavilhão 3, bem em frente à entrada da feira, o
que gera a expectativa de maior volume de visitação. A fábrica terá seis linhas
de produção, de onde sairão nove modelos de calçados – serão duas sapatilhas,
quatro scarpins, uma bota feminina e dois modelos de sapatênis masculinos. “Projetamos
que quase todos visitantes da feira, de alguma forma, terão contato ou passarão
pela fábrica em razão do seu novo posicionamento”, destaca Luis Coelho, da
Coelho Assessoria Empresarial. Uma das linhas será operada por 30 alunos do
curso de formação profissional do Instituto de Tecnologia do Calçado Senai de
Novo Hamburgo.
ABICALÇADOS
Nesta edição, também será apresentado o Sistema de Operação
Logísticas Automatizadas (SOLA), da Abicalçados. O presidente-executivo da
entidade, Heitor Klein, frisou a importância da união das entidades da cadeia
coureiro-calçadista. “Vivemos um tempo dramático, no qual estamos cada vez mais
expostos à concorrência internacional. Precisamos encontrar propostas
intramuros para aumentar a nossa competitividade e criar condições para o
desenvolvimento do setor, o Sola é exemplo desse esforço”, disse, acrescentando
que o Brasil passa por grandes dificuldades estruturais para o sistema
produtivo, especialmente no que diz respeito ao Custo Brasil, como alta carga
tributária, exceção de regulamentações e problemas de infraestrutura logística.
