Estádio da Chapecoense inaugura memorial com valiosa contribuição de paisagista de Novo Hamburgo

Foi com muita emoção – e não poderia ser diferente – que a
cidade de Chapecó (SC) recebeu um novo espaço dedicado aos heróis da Associação
Chapecoense de Futebol. Na noite de sexta-feira (22), foi inaugurado um memorial
junto à Arena Condá – estádio do clube catarinense.

O projeto tem a assinatura da arquiteta Monyk Dávi – nora de
Davi Barella Dávi, grande colaborador da Chape, apaixonado pelo município e uma
das 71 vítimas da tragédia aérea – e da paisagista Hariet Hugentobler Hexsel, de
Novo Hamburgo. A hamburguense trabalha há mais de 30 anos na área e abriu a
Vila Verde Paisagismo em 2002, em Novo Hamburgo. Atualmente, ela tem escritório
em Jurerê, em Florianópolis (SC).

Na parede externa da Ala Norte do estádio da Chape, o artista Paulo
Consentino produziu uma homenagem intitulada “Gol eterno”. Esta intervenção
motivou a grande mudança: a revitalização da área em frente à obra. O
espaço de 1286 metros quadrados foi adotado pelo Grupo Nostra Casa – através do
Programa Chapecó Mais Bonita – e recebeu o nome de “Átrio Davi Barella Dávi”. O
projeto foi pensado e executado em tempo recorde e, inaugurado antes da partida
beneficente “Amigos da Abravic”, que foi disputada na noite de sexta-feira.

O projeto de Monyk Dávi e Hariet Hugentobler Hexsel foi
coordenado pelo engenheiro civil Gustavo Di Domenico e executado pela equipe do
Grupo Nostra Casa. Um dos destaques do Átrio é a fonte, que levará no seu
interior o mapa da América do Sul, em alto relevo, produzido pelo artista
plástico Sergio Coirolo. O mapa possui dois pontos de luz: um em Chapecó, outro
em Medellín, representando os laços de união entre as duas nações.

Contornando a fonte estarão 71 luzes brancas e 71 quedas de
água, em alusão às vítimas. Na borda, tem um revestimento de aço com o nome de
cada um dos eternos guerreiros. Em frente à fonte, foram marcados no concreto
os pés e as mãos dos quatro sobreviventes brasileiros: Alan Ruschel, Jakson
Follmann, Hélio Neto e Rafael Henzel. Por fim, acima do espaço foram plantados
seis ipês brancos, em alusão aos seis sobreviventes e ao milagre da vida.

Além da beleza do espaço após a revitalização, ele terá um
significado especial: no local, ficou enterrada a “Cápsula do tempo”, que
recebeu cartas de torcedores e simpatizantes da Chapecoense e, agora, será
reaberta daqui a 43 anos.

CONFIRA FOTOS DO MEMORIAL INAUGURADO SEXTA-FEIRA

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