O mês de setembro tem sido de boas notícias para o escritor
Henrique Schneider. O hamburguense foi informado que duas de suas obras terão novas
edições em breve. A Bertrand Brasil, que faz parte do Grupo Editorial Record
(Rio de Janeiro), lançará a sua terceira edição de O Grito dos Mudos,
originalmente publicado pela L&PM em 1989, e a segunda de Contramão (2007).
“No momento em que a situação econômica
e cultural do Brasil está nesta penúria, a editora querer reeditar um livro já
é ótimo – dois, então, nem se fala”, comemora Schneider. A expectativa é de que
as novas edições sejam lançadas em outubro.
Além disso, Schneider está com agenda marcada para
compromissos na Europa, onde participará de atividades através da sua contribuição
para a literatura. Nos próximos dias, o escritor gaúcho é atração em dois
eventos que ocorrem em Paris, na França, e em Berlim, na Alemanha. Ambos têm
relação com as embaixadas brasileiras nos países europeus e visam a elevar a
cultura gaúcha.
No dia 23 de setembro, a Associação Sol do Sul, de Paris,
recebe Schneider ao lado das escritoras brasileiras Mazé Torquato Chotil e
Selma Nanci Feltrin (também gaúcha). Ele falará sobre o livro “Contramão”, cujo
cenário da trama é justamente o sul da região sul. O título da quinta edição do
evento promovido pela associação mantida por brasileiros com apoio da embaixada
brasileira na França é “Festival Cultural do Sul do Brasil”. O programa
prevê ainda uma conferência sobre cultura gaúcha e conversas sobre churrasco e
chimarrão.
Na semana seguinte, a 28 de setembro, o escritor gaúcho lê
alguns dos contos que publicou na coletânea “A vida é breve e passa ao lado” na
agenda cultural da embaixada brasileira em Berlim. O evento, que terá também um
bate-papo sobre literatura, é uma cooperação entre a própria embaixada, A
Livraria (livraria mantida por brasileiros em Berlim) e a Sociedade
Brasil-Alemanha.
Henrique Schneider comemora a possibilidade de dialogar com
brasileiros no exterior e, em especial, com os públicos europeus. “Num momento
em que o Brasil retrocede tanto na cultura e na arte [fazendo referência à
repercussão internacional do cancelamento da exposição Queermuseu em Porto
Alegre], é uma oportunidade ímpar elevar um pouco nossas brasilidades no
exterior”, argumenta. Com informações de Felipe de Oliveira.
