Será lançado oficialmente, nesta segunda-feira, um projeto
diferenciado, necessário e cheio de amor e carinho. A creche Cantinho Vó
Georgina, de Porto Alegre, estará apresentando um produto inovador: a primeira Fralda
Social do Brasil. Segundo os idealizadores, a ideia é expandir o projeto para
outras cidades do país, reproduzindo o modelo de empreendimento social
sustentável, onde cada comunidade possa ser uma produtora de fraldas e
distribui-las a nível local ou regional. O site www.fraldasocial.com.br já está no ar
onde
qualquer pessoa pode escolher o número de fraldas a encomendar de sua produção,
e ao mesmo tempo, encaminhá-las em forma de doação para outras creches da
capital gaúcha.
Dependentes do assistencialismo, da doação de alimentos, roupas,
material escolar e de higiene (inclusive fraldas), as filhas da vó Georgina, junto
com um grupo de apoiadores, resolveram fazer o que sua mãe (vó) sempre as
ensinou: trabalhar para merecer. Aos 70 anos, vó Georgina tem um comovente espírito
altruísta, sempre disposta a ajudar e colaborar. E compartilha suas vivências
com cerca de 150 crianças em situação de vulnerabilidade social dentro da vila
Jardim Marabá, zona sul de Porto Alegre. “Eu sei que, aqui, não vamos formar
assaltantes”, diz a vó.
Os pais e as mães dessas crianças não têm condições de cuidá-las, muito
menos de pagar por quem faz isso por elas. É por isso que, numa iniciativa
conjunta com pessoas e empresas apoiadoras, o Cantinho Vó Georgina instalou, em
local próximo à creche, uma confecção de fraldas descartáveis. “É um produto
social nas duas pontas: de um lado, o trabalho da confecção irá sustentar a
creche da Vó Georgina. Por outro, você estará doando fraldas descartáveis para
outras iniciativas cujo recurso é geralmente raro em doações, caro para os
pais, e demandado diariamente pelas crianças, com uso constante e
ininterrupto”, pondera Rodrigo Vicêncio, diretor da Ponto Marketing Social,
empresa realizadora do projeto.
O sócio dele, Claudio Oliveira, vai mais longe: “a ideia partiu delas,
pois só assim o projeto se tornaria uma verdade, para a sociedade e a própria
comunidade. Nosso trabalho foi pensar numa estratégia criativa que pudesse
potencializar a vocação social da creche e torna-la sustentável. Esperamos que
assim seja”.
