Uma das obras mais conhecidas e admiradas de Ernesto
Frederico Scheffel está completando 60 anos. “Hamburgo Velho”, carinhosamente
conhecida como forno de pão, foi pintada em 1956 num momento de dor e questionamentos pessoais na vida do
então jovem artista plástico. Ela é uma das maiores homenagens de Scheffel à
imigração alemã no Vale do Sinos. A tela de óleo sobre tela é tão conhecida que
foi escolhida para estampar a capa da autobiografia “Scheffel por ele mesmo”.
Para celebrar este momento especial, a Fundação Ernesto
Frederico Scheffel promove o concerto Madrigal Presto. A apresentação ocorre no
Museu de Arte Scheffel nesta quinta-feira (08.12), a partir das 20h30, no
Auditório Adão Adolfo Schmitt. A entrada é franca e a presença deve ser confirmada
pelo e-mail museuscheffl@yahoo.com.br.
Ainda em relação a “Hamburgo Velho”, o quadro levou seis
meses para ser finalizado e é uma composição do pequeno quintal dos pais de
Scheffel na terceira moradia da família em Hamburgo Velho. Os modelos
utilizados estão vivos: a irmã do artista, Lia Scheffel Kirsch, e Doralvo
Mahus. Na sua autobiografia, Scheffel explica detalhes da obra: “Tive a satisfação
em ter colhido com eficácia a gamela, trazida conosco de Campo Bom, e o forno
de pão em seus mínimos detalhes. A pequena construção servia à nossa mãe Hilda
para produzir o pão nosso de cada dia, algumas “roscas de polvilho” e um bolo
para o fim de semana…”
Ao fundo da obra concluída em 1956 é possível contemplar o
morro Dois Irmãos e uma paisagem característica da Novo Hamburgo da década de
1950, ainda com muitos campos verdes. “Hamburgo Velho” integra o acervo da
Fundação Ernesto Frederico Scheffel e pode ser apreciada em visita ao museu.
