Faltando um mês para o Carnaval, as escolas de samba de Novo
Hamburgo entram na reta final da preparação de fantasias, alegorias e adereços.
É hora de testar o samba para que tudo funcione na hora da apresentação.
A Secretaria da Cultura de Novo Hamburgo (Secult) confirmou:
o desfile das escolas de samba volta para a Pista de Eventos José Eli Teles da
Silveira, no bairro Pátria Nova. Isso porque, em 2017, o governo da prefeita Fátima Daudt (PSDB) estava começando e realizou um
evento temporão na avenida Pedro Adams Filho. “A Pista de Eventos é o local mais apropriado”,
argumenta o titular da Secult, Ralfe Cardoso. O desfile será realizado na noite
de 10 de fevereiro, o sábado de Carnaval. No dia anterior, ocorre o tradicional
baile Vermelho & Branco na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo.
Até o momento, estão confirmadas as participações das cinco
mais tradicionais agremiações do carmaval hamburguense: Protegidos da Princesa
Isabel, Cruzeiro do Sul (Cruzeirinho), Aí Vem os Marujos, Portela do Sul e
Império da São Jorge. “O desfile será competitivo, sendo que os melhores serão
premiados com troféus”, confirma Ralfe.
A estimativa é que as escolas ingressem na Pista de Eventos
com uma média de 300 componentes, reunindo cerca de 1.500 hamburguenses somente
no desfile. “A expectativa é que o público alcance cerca de 15 mil pessoas. É
muita gente que gosta e vivencia o carnaval”, avalia o titular da Secult,
lembrando que as arquibancadas costumam lotar.
Para viabilizar financeiramente e profissionalizar a festa
das escolas de samba em Novo Hamburgo, algumas medidas foram adotadas. Já está
confirmado o patrocínio de uma instituição bancária no valor de R$ 70 mil para
o evento. Com a aprovação do projeto cultural pela Lei Rouanet, a administração ainda busca
empresas para investir em cotas de patrocínio através desta lei de incentivo
cultural. O valor que faltar para bancar o desfile das escolas virá dos cofres
públicos. “É um valor que vai variar. Vamos tentar buscar o máximo de recursos
na iniciativa privada”, comenta Ralfe. “O Carnaval é uma festa tradicional no município.
Temos escolas mais antigas que o próprio município, como a Cruzeirinho”, lembra
o secretário.
Em anos anteriores – cm exceção de 2017 –, cada escola
recebeu cerca de R$ 40 mil por desfile. O orçamento da festa ficou acima de R$
300 mil – incluindo locação de arquibancadas e outras estruturas. Em relação à Muamba do Carnaval, que serve como aquecimento e ensaio para as escolas, ela só ocorrerá se não impactar em gastos extras no recurso público.
QUALIFICAÇÃO
Uma das prioridades da Secult é qualificar o mais rápido
possível a mão-de-obra envolvida no carnaval. Costureiras, marceneiros,
artistas plásticos, músicos e outras habilidades deverão estar cada vez mais
capacitadas. “Os setores da cultura precisam sem falar. Quem costura pro
carnaval pode fazer roupas também para os CTGs, grupos de teatro ou escolas de dança. Essa é
uma cadeia que precisamos potencializar”, comenta Ralfe.
Uma das maiores queixas e reclamações da comunidade hamburguense é que há anos o desfile está no mesmo patamar, as escolas pouco evoluem e o evento não consegue emplacar mais simpatizantes. A necessidade é buscar qualificação e planejamento. Teve escola em anos anteriores que praticamente zerou o desfile, mas mesmo assim esteve indicada a receber recursos públicos, conforme reportagem do Portal Martin Behrend: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Questionado sobre o projeto Alô Carnaval, o titular da
Secult confirma: o recurso de quase R$ 400 mil foi perdido. O contrato é de
2013, mas a gestão passada – do ex-prefeito Luis Lauermann (PT) – não teve a
competência para organizar e executar as ações. O valor foi depositado na
Prefeitura, mas agora precisará ser devolvido ao governo federal, pois os
prazos não foram respeitados pela gestão passada.
O Alô Carnaval disponibilizava recursos para qualificar a
mão-de-obra do Carnaval. O Portal Martin Behrend escreveu em 23 de novembro de
2014: “Que o Projeto Alô Carnaval, que tem na sua essência muitas virtudes,
consiga qualificar foliões e carnavalescos do município para termos uma festa
mais profissional e atrativa.” Infelizmente, faltou competência do governo
petista. A matéria completa está no link: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Um dos exemplos positivos dentro das agremiações hamburguense é a Sociedade Cruzeiro do Sul. A escola do bairro Primavera vem realizando projetos culturais, estabeleceu parcerias com profissionais da Universidade Feevale e vem promovendo a cultura e incentivando sua comunidade ao longo de todo ano. Também a Protegidos da Princesa Isabel tem um trabalho social e de base bastante forte, com atividades culturais e sociais ao longo dos meses, difundindo a cultura carnavalesca ao longo dos anos.

























