Após venda de sua sede em área nobre, Gramadense quer inaugurar estádio multiuso até o final de 2022

Os trabalhos para a
construção do novo estádio do Centro Esportivo Gramadense (CEG) estão em
andamento na Linha Carazal, em Gramado.

Após a aprovação do projeto e da licença de
implantação em agosto, a diretoria do clube deu início ao manejo da vegetação e
a terraplenagem do acesso.

O objetivo é inaugurar o estádio multiuso até o
final de 2022 para dar continuidade ao projeto de profissionalização do
Gramadense.

Com assinatura dos
arquitetos Rafael Bazzan Barros e Rafael Pazetto, o projeto foi concebido de
acordo com o planejamento estratégico de profissionalização do clube. “O clube
terá a possibilidade de continuar o trabalho com as categorias de base, além de
possuir uma estrutura para sediar jogos de equipes profissionais”, afirma
Rafael Barros.

ESTRUTURA

Com 15,5 hectares de área, o
Gramadense está utilizando 3,5 hectares do total. Na primeira fase do projeto,
serão 9.000m² de área construída. Além do campo principal, está projetada uma
arquibancada com três pavimentos e capacidade para quatro mil torcedores.

No
pavimento nível campo, ficam as estruturas administrativa do clube e das
categorias de base, com alojamentos, salas de musculação, refeitórios,
vestiários e suporte médico. No segundo piso, serão construídos dois vestiários
padrão Fifa para equipes profissionais, zona mista, salão de eventos, cozinha
de apoio, galeria de ex-presidentes e sala de troféus.

Já no terceiro pavimento, fica a rampa de acesso às arquibancadas, camarotes e tribunas de imprensa. “O novo complexo foi projetado para ser mais do que um estádio de futebol. Buscamos o que existe de mais moderno no segmento para criar um espaço multiuso. Além de jogos e treinamentos, poderá receber shows e eventos de todos os tipos”, explica Barros.


CLUBE
SUSTENTÁVEL

O presidente do Gramadense,
Sandro Bazzan, observa que a construção do moderno complexo multiuso será
possível em virtude da permuta feita com a área do antigo Estádio dos
Pinheirais. Além de receber R$ 15 milhões pelo Pinheirais, o clube possui sete
lojas, quatro decks, 79 boxes de garagem, 30 unidades hoteleiras e seis salas
comerciais no complexo Vita Boulevard, que está sendo construído no terreno do
antigo estádio.

Na época do negócio, o clube recebeu o equivalente a R$ 37
milhões. Foram usados R$ 4 milhões na compra da área do novo estádio e R$ 11
milhões reservados para a construção – recurso que está aplicado desde que
tramitam as licenças.

Os outros R$ 22 milhões foram dados ao clube em área
construída no Vita. “Hoje, temos dinheiro para tocar a obra e certamente o
patrimônio é três vezes maior. Em março, o Vita será inaugurado e teremos
receita para o clube”, afirma Sandro Bazzan.

Para o presidente, a
operação do Vita é a garantia de saúde financeira do Gramadense. “O
empreendimento vai nos gerar um rendimento mensal que nenhum outro clube do
nosso porte possui. Não adiantava construir o novo estádio sem a garantia de
recursos para custear as despesas de manutenção. O grande potencial financeiro
do Gramadense está no Vita. Teremos condições de manter o clube com receita
própria, sem precisar ficar passando o chapéu na comunidade”, destaca.


PROFISSIONALIZAÇÃO

Bazzan salienta que o
Gramadense continua firme nos propósitos de trabalhar com as categorias de base
para alcançar a profissionalização. “Em 2022, iremos disputar competições
estaduais com equipes criadas no próprio clube. Vamos continuar com o trabalho
de base, com núcleos descentralizados em diferentes campos da cidade. O novo
estádio terá uma estrutura para Gramado sentir orgulho e as famílias gramadenses
são a essência do nosso pensamento. Os jovens são fundamentais para a
perpetuação do clube como entidade”, conclui.

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