O Cinema Guarany não existe mais no Centro de Novo Hamburgo. Ele ficava na Avenida Pedro Adams Filho esquina com Rua Lima e Silva. A entrada era pela avenida. Hoje, no local, está erguido um prédio residencial. Aquela esquina, durante algum tempo, ficou envolvida num impasse. Mas isso é papo para outra pauta. Há 85 anos, neste movimentado endereço central do município, chegava o cinema sonoro.
A edição de 20 de junho de 1930 do jornal O 5 de Abril trouxe publicidade de ¼ de página do Cinema Guarany. O texto deixava claro: “Dia 5 de Julho de 1930 – Inauguração do Cinema Sonóro. O melhor film sonoro até hoje visto!” A película anunciada era “Cantor do Jazz”. As estrelas eram Al Jolson – O homem que tem uma lágrima na voz – e Joseph Rosenblatt – O maior cantor sacro conhecido! O homem da garganta de ouro.
Na seção “Diversões” do jornal O 5 de Abril, o espaço destinado ao Cinema Guarany trouxe mais detalhes do filme. “O cantor do jazz, film sonoro da Warner Bross, distribuido pelo programa Matarazzo, começa a ser exibido breve no GUARANY. Al Jolson… Aquele letreiro no meio do film tem razão: ‘Muitos cantam para o jazz; mas Al Jolson, canta com uma lágrima na voz…’ Ora, essa lagrima é justamente todo o grande, inesquicivel encanto desse melodrama tão sereno, que é O cantor do jazz.”
Já na edição de 11 de julho de 1930, outro anúncio se destacava no jornal O 5 de Abril. Era nova chamada para a inauguração do cinema sonoro, agora no dia 12 de julho. O filme anunciado era “Submarino”, uma produção especial da Columbia. Como complemento da sessão, o desenho animado “O casamento do gato Estupin”. Detalhe do anúncio: o horário das sessões destacava que o fime começaria "em ponto".
Ao que tudo indica, estes filmes fizeram parte de uma intensa programação para celebrar a chegada do cinema sonoro no Guarany, em Novo Hamburgo. Há 85 anos…

























