Em 4 de dezembro de 2017, o Portal Martin Behrend publicou a
seguinte manchete: “Estacionamento rotativo de Novo Hamburgo se prepara para
revolução tecnológica”. A matéria destacava o fim das folhinhas da Faixa Nobre
na região central de Novo Hamburgo – relembre aqui: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…
Contudo, o planejamento precisou ser alterado em razão das
obras de revitalização do Centro de Novo Hamburgo. O investimento, que teve
recursos conquistados há uma década junto ao BID, foi recuperado pelo governo Fátima Daudt
(PSDB) e as obras estão fazendo renascer o coração do município, que vinha se
deteriorando há vários anos.
Com as obras e várias ruas centrais interditadas, lançar o
novo sistema de estacionamento rotativo seria trazer ainda mais confusão.
Contudo, está praticamente tudo engatilhado para que essa necessária
modernização seja implantada. “Vamos ter o que há de mais moderno e
tecnológico. Fizemos várias pesquisas, consultamos outras cidades, e estamos preparados para fazer essa transição”, destaca o diretor-presidente da Companhia
Municipal de Urbanismo (Comur), Joel Gross.
Existem duas questões administrativas/burocráticas principais
que deverão ser realizadas: decreto alterando o atual funcionamento da
Faixa Nobre e a publicação de edital de licitação para que empresas se
habilitem a oferecer equipamentos e tecnologia para o novo estacionamento rotativo. Segundo apurado pela
reportagem do Portal Martin Behrend, a Prefeitura pretende, ainda no primeiro
semestre de 2019, realizar a licitação para que, com o encaminhamento e
término das obras, a tecnologia possa, finalmente, substituir os talões de
papel da Faixa Nobre.
Em relação ao novo sistema de estacionamento rotativo, ele
funcionará através de aplicativo e parquímetro, em sistema semelhante ao que
ocorre em cidades como Gramado e Canela. Com isso, as pessoas poderão
estacionar e, diretamente do seu aparelho de telefone celular, inserir os
valores – basta ter o app. Também poderá ser oferecido um Kit Lojista para incrementar o atendimento.
Caso a pessoa não tenha o aplicativo instalado, terão os
parquímetros como alternativa. “Eles deverão funcionar com energia fotovoltaica
(solar). A vantagem é que, caso algum ponto tenha baixa procura, podemos
reposicionar o parquímetro sem dificuldades, já que não haverá cabeamento para
energia elétrica”, destaca Gross.
A nova sistemática também precisará de fiscais, que seguirão
atuando na fiscalização e orientação. Atualmente, são 20 servidores atuando.
Com a revitalização do Centro, algumas vagas irão sumir, reduzindo das atuais
1.800 para cerca de 1.500 vagas disponíveis.
Atualmente, a arrecadação não chega a R$ 50 mil com a Faixa
Nobre. Uma projeção conservadora indica que, com o novo sistema, esse valor
pode chegar a R$ 200 mil por mês. “Mas a grande notícia é o respeito ao tempo e
às vagas. Temos de melhorar essa situação. Com um sistema mais moderno, o
Centro ficará mais dinâmico, com mais pessoas podendo chegar e sair”, frisa
Gross.
Uma mudança que poderá ser criada será a cobrança diferenciada para dois setores, dois perímetros. Nas ruas bem centrais, que acumulam maior número de veículos, seria cobrado um valor; já num perímetro mais afastado, seria mais barato como forma de incentivar que menos veículos circulem nos trechos mais movimentados do Centro.
Ele ainda destaca que o novo sistema poderá ter um software
de reconhecimento de placas, devendo ser operado por uma motocicleta. Dessa
forma, além de saber quanto tempo o veículo está estacionado num local e se
está em dia com o valor repassado, também poderá ser apurado se o veículo está
em situação de roubo ou furto. “Isso representará mais segurança”, garante o
diretor-presidente da Comur.

























