O município de Novo Hamburgo quer concluir a segunda Casa de Bombas do município.
A primeira Casa de Bombas está instalada no bairro Santo Afonso e puxa as águas do Arroio Gauchinho e despeja no Rio dos Sinos. É uma estrutura da década de 1970 e que já não funciona com seu potencial original – sendo alvo de críticas de parte dos moradores.
A segunda Casa de Bombas será instalada no bairro Canudos, no Arroio Pampa – perto da ponte da Avenida dos Municípios. Essa estrutura vai acelerar o fluxo de águas no arroio e acelerar para chegar no Rio dos Sinos. O objetivo é diminuir os históricos problemas de alagamentos na Vila Getúlio Vargas e Vila Kipling.
NOVA LICITAÇÃO
Após concluir adequações ao projeto original solicitadas pela Caixa Econômica Federal, que irá financiar as obras por meio do Programa PAC Pró-Moradia, o município de Novo Hamburgo lançou nesta semana a licitação para a conclusão da Casa de Bombas da Vila Kipling, no bairro Canudos. As propostas e documentação das empresas serão recebidas no dia 16 de outubro.
O projeto prevê investimento de R$ 8,7 milhões, contemplando a construção da Casa de Bombas, aquisição das bombas e travessia pluvial na Avenida Alcântara. A empresa vencedora terá prazo de dez meses, a partir da Ordem de Início dos Serviços, para concluir o trabalho.
Ano passado, o Município chegou a lançar licitação de R$ 16,5 milhões, mas nenhuma empresa se interessou. Na oportunidade, porém, o projeto contemplava a urbanização da Vila Getúlio Vargas e a conclusão da casa de bombas. Agora, o Ministério das Cidades e a Caixa Federal estão priorizando a conclusão do projeto da Vila Kipling, direcionando os recursos para a conclusão da Casa de Bombas.
O IMPASSE SOBRE A SEGUNDA CASA DE BOMBAS
1 – Em 2017, quando o governo Fátima Daudt assumiu a primeira vez, o contrato com o governo federal estava parado. O contrato previa a construção da Casa de Bombas para atender a Vila Kipling e a urbanização da vila (arruamento, esgoto pluvial e cloacal, redes de água e luz), mas o governo anterior não reservou recursos para as bombas. Foi um investimento parcial, que ficou pela metade.
2 – Entre 2017 e 2018, o Município buscou a recuperação do contrato, elaborando os ajustes necessários em razão daquela falha do governo anterior (de suprimir as bombas). Inicialmente, a casa de bombas atenderia somente a Vila Kipling, mas sua capacidade foi ampliada para atender também a Vila Getúlio Vargas.
3 – Em 2018, houve eleição do governo federal, que assumiu em 2019 e reduziu ministérios. Por dois anos, o governo federal não havia definido quem seriam os gestores destes contratos. O que perdurou até meados de 2021, também em razão da pandemia.
4 – Com a definição no governo federal, em 2022 Novo Hamburgo abriu licitação de R$ 16,5 milhões para urbanização da Vila Getúlio Vargas e conclusão da casa de bombas (agora para atender a Kipling e a Getúlio Vargas). Mas nenhuma empresa se interessou e a licitação resultou deserta.
5 – O Ministério das Cidades e a Caixa Federal, porém, priorizaram a conclusão do projeto da Vila Kipling, direcionando recursos para a construção da casa de bombas.
SANTO AFONSO
Já no bairro Santo Afonso, está a primeira Casa de Bombas. Ela não opera com sua força original, e provoca questionamentos e acusações de que sua performance é insuficiente para evitar alagamentos nas margens do Arroio Gauchinho.
O fato é que se trata de uma estrutura muito antiga e que já deveria ter sido substituída, pois a própria Prefeitura explica: “O Município conta com contrato de manutenção preventiva e corretiva da casa de bombas do bairro Santo Afonso. Ela foi projetada pelo extinto DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento na década de 1970, suas peças passam por desgastes devido ao tempo e sempre são substituídas quando necessário, e a manutenção regular é importante para manter o equipamento em funcionamento.”
Sobre as críticas ao funcionamento do equipamento, a Prefeitura argumenta que: “A Casa de Bombas do bairro Santo Afonso segue operando normalmente e, como é esperado, está dando conta do bombeamento de água sempre que ocorrem volumes de chuva dentro da normalidade, conforme já demonstrado nestes últimos episódios de chuva. Importante esclarecer que a Casa de Bombas apenas bombeia a água do Arroio Gauchinho para dentro do Rio dos Sinos. Essa é a única função dela. Portanto, a Casa de Bombas não resolve problemas de cheias do Rio dos Sinos e nem de chuvas intensas, acima da média, que causam alagamentos.”
Ainda, conforme o Poder Executivo, a “prefeita Fátima Daudt tem defendido a necessidade de um novo projeto que contemple todo o sistema de contenção de cheias da bacia do Rio dos Sinos, pois este problema que angustia as comunidades atingidas será resolvido somente com a construção de um novo sistema. Fátima destaca que “é preciso enxergar o rio em toda sua amplitude”.
LIXO
Outra situação grave que prejudica o funcionamento da Casa de Bombas é o absurdo lixo que corre pelos arroios. E eles são jogados pela população.
Dessa forma, os moradores têm sua parcela de responsabilidade, pois a presença de toneladas de lixo bloqueia a passagem das águas e danifica equipamentos.
AVALIAÇÃO EM VÍDEO
Em vídeo, é possível acompanhar uma análise do jornalista Martin Behrend sobre essa situação: https://www.facebook.com/TudoTemOpiniao/videos/315… .
























