Quando ficou decidido que o trem retornaria a Novo Hamburgo através dos trilhos da Trensurb, havia três alternativas:
– Trem subterrâneo
– Trem por elevação/aéreo
– Trem de superfície
A melhor alternativa – e mais cara – seria trem subterrâneo: menor impacto ambiental, visual, na mobilidade urbana e no bem-estar da população. A pior alternativa seria o trem de superfície, cortando a cidade feito uma cicatriz – como ocorre em Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul. Iria dividir a cidade ao meio.
Acabou prevalecendo a alternativa intermediária: trem por elevação/aéreo.
Com essa opção, centenas de árvores foram derrubadas para dar lugar aos pilares de sustentação dos trilhos. Muitas das árvores foram replantadas – e, abrindo um parênteses, é preciso enaltecer o trabalho de Rubem Schneider (tem uma matéria sobre o voluntariado de Rubem neste link: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… ).
Contudo, o cinza e o concreto dos pilares ganharam protagonismo. Mais do que isso: passaram a ser alvo de pichadores, que começaram a praticar vandalismo, sujando e poluindo visualmente os pilares.
REAÇÃO DA COMUNIDADE
A comunidade de Novo Hamburgo tinha duas alternativas: deixar os vândalos seguirem sujando a cidade ou buscar uma alternativa a fim de valorizar estes espaços.
Então, uma empresa adotou um pilar. Contratou um artista. E o resultado ficou bacana. Depois, veio uma segunda empresa, que convocou um grafiteiro. E vieram mais cinco, e mais dez, e veio clube, e apareceu entidade, e foi crescendo…
Eis que uma transformação encantadora está em curso nos pilares da Trensurb. Em cerca de quatro quilômetros, são mais de 130 pilares com alguma intervenção artística. Numa contagem do Portal Martin Behrend, são 135 – uma minoria em fase inicial e outros sendo concluídos.
Essa contagem começa na Rua Castro Alves, no bairro Rio Branco, em frente ao Colégio Pio XII, e vai até a Estação Santo Afonso da Trensurb. Repetindo: são mais de 130 pilares com intervenções artísticas, passando pelas avenidas Nações Unidas e 1º de Março. E ainda tem os pilares na Praça Punta del Este que não estão com arte, mas estão tomados por vegetação assegurando um belo paisagismo natural.
Neste contexto, um destaque especial para Tintas Killing, que adotou 20 pilares e foi, inclusive, premiada no Estado: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
É uma obra coletiva de quem está cuidando e valorizando a cidade. É daqueles movimentos que fazem a comunidade se orgulhar de Novo Hamburgo.
Ah, e o trecho pode ser considerado atração turística, pois já se tem conhecimento de visitantes que fizeram questão de passar pelas avenidas e fotografar os pilares.
ADOÇÃO
São mais de 130 pilares com arte, e ainda tem unidades sobrando. Ou seja, dá para ampliar essa colorida transformação.
A Secretaria de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários (Semopsu) possui um Programa de Adoções de Espaços Públicos, com o Edital 55/2022, para a seleção de pessoas jurídicas (empresas, clubes de serviços, associações de bairro, entidades de classe e outras) que desejam adotar os pilares do trem, canteiros, rótulas, praças ou pontes do Município.
Em contrapartida, os adotantes poderão usar o local para divulgar a sua marca com a instalação de placa de publicidade. Na adoção de pilares do trem, é necessária a aprovação prévia da arte a ser pintada, para que se mantenha o objetivo de ser um espaço de arte a céu aberto e de descanso visual a quem circula ao longo das Avenidas Nações Unidas e 1º de Março.
A participação neste programa não exige nenhum pagamento de taxa, além de ser Simplificado, bastando ao adotante informar o CNPJ e enviar o Contrato Social e um documento pessoal do responsável ou procurador da empresa. O Edital pode ser conferido no link https://www.novohamburgo.rs.gov.br/sites/pmnh/files/ato_publico/2022/tv
Mais informações poderão ser obtidas também no site https://www.novohamburgo.rs.gov.br/semopsu/adocao-pracas-rotulas-canteiros, também pelo telefone 3594-9999, ramal 9157, ou pelo celular (51) 996993768 ou ainda pelo e-mail:[email protected].”

























