Vacinação infantil no Primeiro Mundo

Quando se fala de primeiro mundo, logo se pensa que tudo
funciona às mil maravilhas. Certo é que muita coisa funciona mesmo. Mas ficamos
muito surpreendidos que na Itália a vacinação infantil não era obrigatória, e
sim facultativa.

Devido à imigração desenfreada, principalmente de países
africanos, o governo editou uma lei de que nenhuma criança poderia frequentar a
escola, cujo ano letivo começou agora em setembro, se não tivesse uma caderneta
de vacinação, e em dia.

O mundo veio abaixo! Parecia impossível de ser aceita essa
lei. Enormes discussões, falta de vacinas, falta de tempo hábil, falta de
vontade das pessoas, e tudo aquilo que nós brasileiros conhecemos bem. Destaque
como primeira noticia em todos os jornais impressos, televisivos e digitais.

O governador do Vêneto decidiu, então, que a lei não valeria
no seu território. Ministério da Saúde
interveio, e ele revogou a sua decisão. Enquanto isso o tempo ia passando. No
hospital uma menina morreu de febre amarela, que tinha sido declarada extinta
há mais de 50 anos atrás. A febre chikungunya também já chegou. Mesmo assim,
uma boa parte da população italiana não se convenceu.

Remendaram a lei, dizendo que bastava uma cópia do
agendamento da vacinação via eletrônica, para mais adiante. Tudo para evitar o
que realmente aconteceu: várias crianças tendo de voltar para casa no primeiro
dia de aula, e os pais “fumegantes” a la melhor maneira italiana! E chama os
Carabinieri!

Perguntamos a varias pessoas, de todos os níveis – inclusive
da saúde – sobre essa rejeição de vacinar as crianças, e nos responderam que as
vacinas fazem mal ao desenvolvimento natural das crianças. Informei que no
Brasil isso já é obrigatório há muitos anos, ao que foram unânimes: os povos da
América Latina são as cobaias dos laboratórios americanos.

Dói ouvir isso. Dói ainda mais se pensar que talvez seja
verdade. Mas, considerando a imigração
na Itália, não aceitar a vacinação infantil é ser, sem a menor duvida, muito “testa dura”!

Nesta questão, “chapeau” para o Brasil!

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