Existe um fenômeno que tem tudo para ser decisivo em algumas disputas eleitorais deste domingo (15).
São as abstenções.
É impossível prever quantos brasileiros deixarão de ir às urnas.
No segundo turno da eleição presidencial de 2018, mais de 31 milhões de brasileiros deixaram de votar em todo o país. na disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Isso representou mais de 20% dos eleitores.
Com a epidemia do novo coronavírus e os temores de parte da população, será que estes índices vão aumentar? Será que mais eleitores deixarão de votar?
Com todos os protocolos e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral, as seções eleitorais são locais absolutamente seguros, mas sempre existe uma parcela das pessoas que não tem tanta confiança.
Pegando o índice de 20% da última eleição, não há dúvidas que essa proporção de votos não contabilizados, em qualquer disputa, é um tremendo fator de desequilíbrio.
VIAGENS
Agora, se por um lado tem a parcela de eleitores que não vai votar pelos temores envolvendo o novo coronavírus, existe uma outra realidade que é inédita na comparação com os pleitos anteriores.
Essa situação é o número de pessoas que não estão viajando.
Eleitores que não estão passeando pelo exterior, não estão em feiras, não estão realizando viagens corporativas, não estão se deslocando para shows musicais, não estão em cursos em outros países, não estão circulando por causa de todas as restrições do período.
Ou seja, tem muito mais gente “em casa”, nos seus domicílios exatamente pela grande queda de viagens.
Será que estas pessoas que não estão viajando, que são muitas, vão votar neste domingo? Tudo indica que tem muito mais eleitores nos municípios em que votam, mas será que isso representará em presença na votação?
É uma incógnita.
As abstenções definitivamente serão decisivas na eleição municipal de 2020.
NOTA DO EDITOR: Tem uma história de eleições que diz o seguinte: “Por que algumas pessoas dizem que uma eleição pode representar uma eternidade? A resposta é simples: ter representantes ruins conduzindo os municípios por quatro anos vai tornar a vida muito mais complicada, pesada e sofrida, com a sensação de uma sufocante eternidade.”
