Itália. Terra de tantas emoções e virtudes. De tantas
histórias e belezas. De uma das mais deliciosas e apreciadas gastronomias do
mundo. Se come bem, muito bem na Itália. Pizzas, pastas, queijos, frutos do mar…
É um cardápio rico e farto. Sem falar nos vinhos!
Inegavelmente, as pizzas são um dos cartões-postais da
Itália. Tanto que muitas vendidas no Brasil levam nomes emprestados dos
italianos: Romana, Napolitana, Siciliana, Mafiosa, entre outros. Por isso, ao
convidar meu sogro Silvano Roncolato, italiano do Vêneto, para jantar na
Trattoria Pizzeria, em Novo Hamburgo, sabia que seria uma experiência
interessante.
A pizzaria está instalada numa aconchegante residência de
décadas de história na esquina das ruas Heller e João Antônio da Silveira. Tem
um ambiente nostálgico e agradável. Aliás, uma orientação: se você é daqueles
que vai em busca de preço promocional, de rodízio, de quantidade ao invés de
qualidade, não recomendo a Trattoria. Ali, é local para sentar com calma e
curtir o ambiente sem pressa.
Fomos de seis pessoas na pizzaria. A casa estava cheia.
Ficamos numa mesa mais ao fundo. E eu só de olho no italiano. Assim que chegamos,
ele se surpreendeu com o cardápio: Prosciutto di Parma? Bella Ragazza?
Margherita Di Savóia? Di Basca? Parmesano? Filé com Curry? Speciale? Picanha
Gaudéria? É, definitivamente não é um cardápio comum. O sogro se sentiu agradavelmente em casa.
Pedimos três pizzas divididas em seis sabores. Dentro de um tempo normal, vieram as pizzas num outro detalhe importante:
servidas na pedra quente. Não precisa comer acelerado nem empurrar goela abaixo.
A pizza permanece sempre quente e a massa fica crocante e saborosa. Pra quem
aprecia momentos especiais, são os detalhes que fazem a diferença. Das opções que pedimos, destacamos três: Prosciutto di Parma, Picanha Gaudéria e Charque com Alho Poró.
Gentilmente, os atendentes ofereceram ketchup e outros
temperos. Afinal, tem clientes que apreciam. Mas, honestamente, as pizzas são
preparadas com tantos condimentos e temperos especiais que chega a ser um crime
despejar molho de tomate por cima. Anular os sabores diferenciados não é uma
boa escolha.
Para fazer par com as pizzas, saboreamos a cerveja artesanal
Gazapina, de Gravataí, dando um ar ainda mais exclusivo ao jantar. Silvano
gostou tanto que comprou algumas garrafas para levar junto.
Ao final do jantar, saindo do restaurante e já um pouco
ansioso, recebi o seu veredito: “Aplausos com louvor. Pizza excelente,
lugar muito bom”. Se o sogro italiano falou, tá falado.
