Um dia inesquecível: eu fui motorista do Björn Borg

Natal de 1982. Eu estava com cinco anos e tinha pedido, numa cartinha endereçada ao Papai Noel, para ganhar minha primeira raquete de tênis.

A família estava cheia de tenistas – avós, pais, tios, primos – e eu também queria entrar nesse time.

Como eu me comportei, a raquete chegou. Foi uma Donnay Borg Jr.


Donnay era a marca/empresa. E Borg? Era a raquete júnior do tenista sueco Björn Borg.

De 1974 a 1981, Borg venceu seis edições de Roland Garros e cinco torneios de Wimbledon. Foi, ainda, quatro vezes finalista do US Open. Neste período, foi número um do mundo. É, até hoje, um dos maiores tenistas de todos os tempos. Gênio. Ídolo.

Praticamente 40 anos depois ter ganho a minha Donnay Borg Jr, algo muito, mas muito inesperado aconteceu.

Nesta sexta-feira, 11 de novembro de 2022, eu fui motorista de Björn Borg. Em solo gaúcho. Enquanto escrevo, vou sorrindo de canto, pois parece que não é verdade. Mas foi. Real.

Ontem, completei 45 anos. E a vida me presentou com esse encontro inesquecível.

BORG EM SÃO LEOPOLDO

Conforme divulgado no começo da semana no Portal Martin Behrend – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… – Borg veio para o Rio Grande do Sul pelo segundo ano seguido acompanhando seu filho, Leo Borg, que vem buscando evoluir na carreira profissional. Também está viajando junto a esposa dele, Patricia Ostfeldt.

Aos 19 anos, o jovem sueco ocupa a 519ª posição no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). A família Borg estava em Montevideo, no Uruguai, onde o tenista foi eliminado na primeira rodada da chave principal de um challenger no país vizinho.

Agora, Leo Borg vai disputar o qualifying do São Léo Open de Tênis, torneio challenger que vale pontos para o ranking da ATP e será disputado nas quadras do São Leopoldo Tênis Clube.

EU, O MOTORISTA

Bom, alguns leitores podem estar se perguntando: como eu, jornalista, fui parar no papel de motorista da família Borg?

No domingo passado (6), encontrei o diretor da Quadra Eventos, José Carlos Ferreira Júnior, nas finais da 21ª Copa Thomás Engel de Tênis, em Novo Hamburgo. Ele comentou que havia a possibilidade do sueco estar no Vale do Sinos. Fiquei entusiasmado em saber que poderia encontrar o ex-número um do mundo em São Leopoldo e poder pedir um autógrafo. Comentei com o Júnior pra avisar assim que confirmasse.

Na metade da semana, Borg enviou WhatsApp para Júnior informando que estava chegando no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, nesta sexta-feira. O próprio diretor da Quadra Eventos, após confirmar que não era uma pegadinha e estava interagindo com Borg, me encaminhou a mensagem. Os dois um tanto boquiabertos com a situação.

Diante da confirmação de que Borg precisava ser buscado em Porto Alegre e de outras situações paralelas que ocorrem praticamente simultaneamente, escrevi pro Júnior: “Se precisar de motorista, conte comigo. Temos um carro grande e espaçoso na família. Será uma honra”.

Após um tempo, veio uma mensagem do Júnior: “Jornalista, ex-tenista… Vai em frente. Podes buscar a família Borg”. Bah, que alegria. E o negócio não parou aí. Alguns minutos depois, entrou um WhatsApp de um número diferente, e só apareceu um nome na chamada: “BORG”. Fiquei gelado. Bah, tremi. Estava interagindo com Björn Borg,

O fato é que trocamos mensagens e confirme que seria o responsável por buscar a família no Salgado Filho. E assim foi feito.

Recebi os Borg no desembarque internacional do Salgado Filho, no voo da Azul 8741, e rumamos pra São Leopoldo. O destino foi o Hotel Intercity, onde eles estão hospedados.

Após ajudar a retirar as malas, pedi pra fazer um registro e para ele autografar a foto que tenho, do Natal de 1982, com a Donnay Borg Jr. Ah, e ainda presenteei ele com a biografia que escrevi sobre meu irmão: “Tomás Behrend – Jamais desista de seus sonhos”. Aliás, Borg lembrava do Tomás em atuação no circuito da ATP.

No trajeto de 40 minutos entre Porto Alegre e São Leopoldo, conversamos sobre a tradição do tênis no Rio Grande do Sul, a imigração alemã, a influência germânica em nosso Estado, os duelos dele com Thomaz Koch, a forte presença de veículos da Volkswagen na BR-116 – a esposa de Borg sonha em ter uma Kombi e ficou de olho numa que estava à venda em concessionária -, a segurança pública e a possibilidade de circularem pelo Centro de São Leopoldo, entre outros temas. Conversamos em inglês.

UAU! Que dia! Que emoção! Um encontro com um ídolo do tênis não estava no roteiro da minha vida.

Valeu a confiança, Júnior! Que dia, que dia!

SÃO LÉO OPEN

O Challenger São Léo Open, que conta com o patrocínio da Stihl através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, faz parte do Circuito Dove Men+Care La Legión, tendo uma premiação total acima de US$ 53 mil e 80 pontos para o campeão.


O acesso aos jogos do São Léo Open é gratuito. O torneio ocorre de 13 a 20 de novembro. As partidas serão realizadas pela manhã e pela tarde – não haverá rodada noturna.


Os jogos do qualifying serão disputados no domingo (13) e na segunda-feira (14). Já os jogos da chave principal começarão na tarde de segunda-feira. As semifinais e finais serão transmitidas pelo Sportv.

Realizado no Brasil desde o ano passado pela Confederação Brasileira de Tênis, o Circuito Dove Men+Care La Legión tem contribuído para a evolução dos atletas brasileiros nos rankings mundiais da ATP e da WTA com vários torneios já realizados no país. Conta com o patrocínio máster da Dove. O BRB é o patrocinador máster do tênis brasileiro.

O São Léo Open de Tênis tem o patrocínio da Stihl, através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte da Secretaria Especial de Esportes do Ministério da Cidadania do Governo Federal. A realização é da Associação Leopoldense de Esporte e Cultura (ALEC) e a promoção da Quadra Eventos.

O apoio é da Prefeitura Municipal de São Leopoldo, Sebratel, Unimed VS, Cervejaria Mater, Movac Saúde e Alta Performance, Haas Contâiners, Hair Bike, Imobiliária São Luiz, STV Segurança, Powerspin, Fronteira Sul Carnes e Água da Pedra da Bebidas Fruki, contando com a supervisão da Confederação Brasileira de Tênis e da Federação Gaúcha de Tênis.

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