A eleição municipal de 2024 tem um silêncio que grita.
É o silêncio do constrangimento e da vergonha.
É um silêncio revelador.
Alguém sabe onde foram parar os brasileiros que, há dois anos, garantiam que a urna eletrônica não era confiável e que somente o voto impresso seria a salvação?
Na eleição de 2022, houve uma celeuma interminável sobre a segurança e a confiança da urna eletrônica. Acusações, denúncias, Fake News, montagens, falsos especialistas, debates.
Foi gasto muito dinheiro público – o meu e o seu dinheiro – para tentar desqualificar e desacreditar a urna eletrônica. Repito: foi gasto muito dinheiro do povo brasileiro com uma tentativa de farsa que nunca se comprovou.
Até às 19 horas e 25 minutos de 3 de outubro de 2024, quando este artigo de opinião está sendo publicado, ninguém provou que a urna eletrônica e o processo eleitoral brasileiro alteram os resultados da vontade soberana do povo.
Forças Armadas, Ministério Público, partidos políticos, OAB, Polícia Federal, entidades empresariais, sindicatos, clubes de futebol, entre outros, não provaram ou comprovaram fraudes com a votação na urna eletrônica.
Podem achar uma falha? Podem, afinal, é uma máquina com processos realizados por humanos. Talvez possa ter uma falha. Talvez. Até hoje, não está comprovado.
É sempre bom lembrar que cada urna eletrônica, ao final da votação, gera um boletim de urna em PAPEL. Ali, no PAPEL, antes de ir para a contabilização dos votos, tem um PAPEL que diz quantas pessoas votaram e os resultados naquele equipamento. Basta somar todos os boletins para confirmar a votação.
Neste link tem uma explicação completa do que aparece no PAPEL gerado por cada urna eletrônica: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/O…
Para finalizar: é uma vergonha que as pessoas responsáveis por tantos gastos públicos para tentar desqualificar a urna eletrônica não tenham de ressarcir os cofres da nação. É a certeza da impunidade.
Torraram o dinheiro do povo em diversas atividades, reuniões, encontros, movimentações, etc. Exigiram gastos extras de outros poderes para defender a transparência do processo.
Agora, os propagadores da gritaria estão por aí: alguns buscando a reeleição e outros apoiando aliados, como se nada tivesse ocorrido em 2022.
Ah, e pedindo votos… na urna eletrônica!

























