Três semanas de aulas presenciais na Alemanha. Crianças e professores convivem sem transtornos.

No dia 12 de agosto, publiquei um artigo na minha coluna dentro do Portal Martin Behrend: “Crianças voltam às aulas presenciais. Na Alemanha.”

No texto, destaquei que tenho dois sobrinhos alemães: Ben Nicolas, 13 anos (8ª série), e Noah Elias, 11 anos (6ª série).

São filhos do meu irmão Tomás Behrend e da minha cunhada Kerstin Cappel Behrend – que é professora do ensino fundamental na Alemanha.

Pois o Ben e o Noah começaram o semestre há três semanas no Gymnasium Der Stadt Baesweiler, na cidade de Baesweiler, que fica ao lado de Aachen, quase na fronteira com Bélgica e Holanda.

O artigo completo pode ser conferido aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

Superados 20 dias, qual a situação na rotina escolar dos meus sobrinhos, mesmo com a presença do novo coronavírus na Alemanha – e em todo o planeta?

Hoje conversei com meu irmão. Ele explicou que as aulas seguem transcorrendo dentro da nova normalidade. Eles vão diariamente às aulas, estudam em suas salas de aula, estão com seus professores lecionando. “Estão adotando os cuidados com álcool gel, evitando contatos, não se aglomeram, mas as aulas presenciais estão avançando sem problemas”, relatou Tomás.

MÁSCARAS

Neste começo de semana, a escola precisou publicar um comunicado direcionado aos pais e estudantes. É que no estado da Renânia do Norte-Vestfália (Nordheim-Westfalen), no dia 31 de agosto, caiu a obrigatoriedade do uso de máscaras em alguns locais.

Contudo, na escola dos meus sobrinhos a direção divulgou uma mensagem: “Maske bitte (Máscara por favor)”. O texto, de forma resumida, reforça que: “Pedimos a vocês, queridos alunos, que continuem a usar uma proteção para a boca e o nariz, mesmo depois de não precisar mais usar uma máscara.”

O texto na íntegra pode ser conferido aqui: https://www.g-bw.de/de/home/ .

PROFESSORES

Conversando com meu irmão, comentei com ele a campanha que sindicatos dos professores estão usando aqui no Rio Grande do Sul: “Sem vacina eu não volto” e “Volta às aulas presenciais só com vacina”.

Ele relatou que na Alemanha não houve essa radicalização. Pelo contrário. Houve uma sensibilização de como conciliar diferentes realidades.

Na Alemanha, muitos professores compreenderam que, após alguns meses afastados e com todas as medidas sanitárias sendo colocadas em prática, estava mais do que na hora de as crianças retornarem para o ambiente escolar. “Todos estão cientes dos riscos, mas isso vale para todas as profissões. Nas escolas, há uma série de protocolos que estão sendo observados para garantir a segurança sanitária nos colégios. As crianças e os professores estão mantendo o calendário escolar dentro da nova normalidade”, salientou. “Também temos muitas famílias em dificuldades financeiras por aqui e com as crianças nas escolas os pais podem retomar suas atividades para tentar sair do sufoco”, acrescentou.

Nesta semana, na Europa, os estudantes também começaram a retornar às aulas na França, Rússia, Sérvia, Bélgica e Ucrânia. Na Espanha, o retorno gradual começa nesta quinta-feira.

RIO GRANDE DO SUL

Esses exemplos da Europa confirmam que é possível, sim, o retorno às aulas presenciais.

O governo estadual está autorizando essa retomada em regiões nas bandeiras amarela ou laranja, a partir de 8 de setembro. A Famurs e muitas prefeituras, contudo, são contra essa retomada: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

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