Em
qualquer esporte coletivo jamais uma vitória ou um título poderão ser
conquistados pelo desempenho de apenas um desportista.
Escrevi aqui, antes da
Copa América começar, que a ausência de Neymar Jr. poderia ser suprida pela
qualidade do grupo brasileiro. Realmente aconteceu e da melhor forma: título
invicto.
A
seleção campeã tem seus destaques, mas os méritos precisam ser dados para
todos, incluindo jogadores, comissão técnica, staff, entre outros. A
convivência por cerca de 40 dias precisa estar afinada, caso contrário tudo
desmorona e o objetivo final não é alcançado.
Mesmo
assim, é preciso valorizar alguns destaques: Tite, Éverton, Daniel Alves,
Marquinhos e Alisson. Vejo nesses nomes o resumo de uma seleção de qualidade.
Everton
está no auge de sua qualidade e arrisco a dizer que foi muito melhor do que
seria Neymar Jr. como estrela da equipe. Cebolinha é de outra turma, um jogador
agudo, sem medo de driblar e arrematar a gol. Vai dar grandes alegrias para a
nossa seleção ainda.
Marquinhos
é a referência em defensor de qualidade. Apesar de não ter uma altura
considerável, tem uma elegância para jogar bola e uma técnica que poucos
zagueiros demonstram hoje no futebol mundial.
O
hamburguense Alisson é, simplesmente, o melhor goleiro do mundo na atualidade.
Levou o título de melhor goleiro da Copa América e antes já havia levado o
prêmio de melhor goleiro do campeonato inglês (melhor nacional do mundo) e
melhor goleiro da Europa. Só foi vazado uma vez no Brasil, e de pênalti.
Daniel
Alves é o Federer do futebol. Quanto mais velho, melhor fica. A qualidade de
seu futebol é incomparável com qualquer outro da posição na atualidade mundial.
Precisamos de mais “Danieis” em nossa seleção. Além do futebol, não podemos
esquecer da garra e do poder de liderança. Esses dois fatores são fundamentais
para o sucesso e união do grupo.
Por
último, o comandante: Tite. Adenor é um técnico de extrema habilidade para
conduzir uma equipe. Perdeu a estrela do time e convocou um coringa que
encaixou perfeitamente quando chamado para o jogo. Apesar de algumas
convocações erradas em minha opinião, soube escalar a equipe de maneira correta
e fazer as alterações com extrema visão de momento de jogo. Além disso, brilhou
a estrela de técnico campeão invicto, com alesão do mais criticado entre os
convocados: Fernandinho. Nenhum campeonato é fácil de ganhar. Sem perder jogos,
mais ainda. Estar em uma carreira na seleção há mais de três anos e ter menos
de cinco derrotas não é para qualquer comandante de equipe. Apesar de não
entrar em campo, Tite mostra o quanto tem comando sobre seus jogadores.
Com
esses protagonistas e todos os importantes coadjuvantes, mostramos que estamos
sim com o melhor futebol da América e que podemos sonhar sim com uma Copa do
Mundo novamente.
Tomara
que no Catar, em 2022, possamos celebrar os 20 anos do penta com a conquista do
hexa.
