Os municípios brasileiros estão vivendo o período de
convenções municipais. É a hora em que se definem as alianças e os candidatos a
prefeito, vice-prefeito e vereador. A campanha eleitoral tem início em 16 de agosto.
A eleição será em 2 de outubro (domingo).
Em Novo Hamburgo, após muita especulação, o cenário começa a
se definir. Neste domingo (24.07), o cenário aponta seis candidaturas a
prefeito: Luis Lauermann (PT), Paulo Ritzel (PMDB), Fatima Daudt (PSDB),
Leonardo Hoff (PP), Airton dos Santos (PV) e Mauro Brochier (PMN). Em pouco
mais de dois meses, os hamburguenses decidirão entre um desses nomes para prefeito
de 2017 a 2020.
O Portal Martin Behrend escolheu seis nomes para que o
leitor comece a entender o cenário político que está sendo formado.
Mamute – É o apelido do ex-vereador Gilson Thoen (PDT). Até
março, ele era do PSDB – aliado de Aécio Neves. Em cima do prazo para troca de
partido, pulou para o PDT. Ontem, seu nome foi referendado para ser o candidato
a vice-prefeito na chapa liderada pelo prefeito Luis Lauermann (PT). Mamute
tirou o quadro de Aécio da sala e pendurou três retratos: Brizola, Lula e
Dilma, que são suas novas referências na coligação PT-PDT.
Finck – O ex-vereador e ex-secretário municipal Carlos Finck
(PTB) foi secretário em dois governos do PT. Foi governista por mais de sete
anos. Há menos de dois meses, decidiu romper com o prefeito Lauermann e abandonou o
governo. Agora, é aliado do PMDB de Paulo Ritzel – oposição direta ao PT. Para
sua coligação sair vitoriosa, Finck deverá torcer para que seu trabalho seja
avaliado como ruim. Mas tem mais um Finck aliado ao PMDB. Gustavo Finck (Rede) –
filho do ex-vereador – foi militante do PCdoB e aliado de Lauermann. Junto com
o vereador Cristiano Coller, foi pra Rede. E, agora, deixaram a aliança com o
PT para se juntar ao PMDB. E tem mais: os dois Fincks poderão se enfrentar para
decidir quem será o vice de Ritzel. Em tempo: o slogan que Gustavo Finck divulga é “Ippon na velha política”. Então, tá.
Redecker – O secretário estadual de Minas e Energia, Lucas
Redecker (PSDB), foi o deputado estadual mais votado em Novo Hamburgo, em 2014.
Tinha um cenário positivo para se lançar, pela segunda vez, a prefeito.
Representava a renovação. Contudo, ele tem planos pessoais: quer ser deputado
federal. Para isso, precisará de candidatos a deputados estaduais a fim de
formar dobradinhas. Redecker não veio e, aos 43 do segundo tempo, chancelou o
nome da ex-presidente da ACI-NH/CB/EV, Fatima Daudt. É uma invenção de Redecker
por vários motivos: Fatima entrou tarde na preparação, ele dividiu ainda mais
os votos da oposição e mostra um egoísmo em colocar seus interesses pessoais
antes dos apelos de aliados. Agora, invenção não significa derrota. Mas que é
uma invenção, é.
Jesus – Um dos maiores cabos eleitorais na coligação de
Leonardo Hoff deverá ser Jesus Cristo. Católico praticante desde a infância,
Hoff escolheu como candidata a vice-prefeita uma representante do Partido Social
Cristão (PSC): a advogada Aline Biasuz Suarez Karow, que é ligada a uma igreja
evangélica. Em termos religiosos, é uma chapa que abrange dois públicos
bastante cativos: católicos e evangélicos.
Airton – O ex-prefeito de Novo Hamburgo, Airton dos Santos
(PV), está tentando entrar na disputa. Mas tudo indica que seu nome seguirá
como Ficha Suja. Airton tem ido a Brasília e está tentando de todas as formar
concorrer, mas a tendência é que ele siga como Ficha Suja até 2022. Sua
candidatura ainda é uma incógnita, pois ele poderia concorrer mesmo com sua
situação jurídica indefinida – o que traria mais confusão para a corrida
eleitoral. Outro problema é que com o quadro incerto da sua candidatura, ele
não conseguiu alianças com as principais forças políticas hamburguenses.
Brochier – E ele pode concorrer novamente. Mauro Brochier (PMN)
foi candidato em 1996, 2004 e 2005. Nas três eleições juntas, ele não somou
quatro mil votos. Mesmo assim, não desanima com essa média de 1,3 mil votos por
eleição. Uma comparação: com essa votação, não se elege nem para vereador.

























