Se a Liderança fosse uma pessoa. O que ela diria?

– Sou
eternamente incompreendida.

Ela
pensa em voz alta. Tem personalidade própria. Vamos escutar:

– A
maioria de meus pares de existência querem me usar para controlar e justificar
seus pontos de vista. Desejam abusar do meu poder de influência, que, em
realidade, não é meu, e, sim, definido pelas pessoas.

– Pensam
que sou vazia, sem compromissos. Que a minha única preocupação é comigo mesma. É
um tal de “eu” para cá,”eu” para lá, como se eu não tivesse uma relação direta
com a empatia e não dependesse dos outros.

– Jamais, que tenho resistência para além do normal, como se fosse sobre-humana.
Não sou um super-herói. Coisa chata!

–
Muitos esquecem que sou filha da humildade, prima da paciência e cresci com a
diversidade. Que coisa mais estranha: muitos me chamam de crueldade. Entender a
pluralidade é sempre um exercício de desapego…larga de mim!

–
Não sei se não deveria ter feito terapia para entender melhor o que vim fazer
neste mundo. Se vim para ajudar ou para criar abismos profundos.

–
Sou assunto permanente de diversas rodas que falam de mim pelas costas, como se
a confiança não fizesse parte da minha alma e a integridade fosse mera figura
de linguagem. Fofocam em meu nome. Apesar disso, sempre me usam para justificar
posições de status, para além do merecimento.

–
Olha só: lá vai o líder, a líder. Figura inata, irretratável e sem o mínimo de
pudor. Que vença o melhor! A qualquer custo:
de preferência. Esse negócio de competição desvirtuou o meu entendimento. Sabe
o que pode ser: a dita vaidade e orgulho do rebento. Gosto de competir: comigo mesma.
Assim me reinvento todo o tempo.

–
Esquecem que na minha a ausência, minha irmã, a justiça, fica de olho em
qualquer movimento: exposto ou não. Ninguém se esconde da nossa mãe: a verdade.
O tempo, meu irmão, sempre faz a sua parte.

–
Não sou solitária: vivo em bando. Só afloro onde o ambiente e as pessoas me
permitem. E nunca quis ser a número um. Sempre quis, simplesmente, liderar: ser
e o que sou, em essência. Sem condições ou ameaças, medos ou insistências. Respeitando
as individualidades.

–
Estou mais para coadjuvante, sabe. A influência que tanto me dignificam está
mais para capacidade de empoderamento. Se fico sempre em frente, ninguém aparece.
A não ser a minha sombra: Deus me livre!

–
Só pode estar havendo uma confusão: de conceito ou de pensamento. Mas só cresço
quando todos crescem e só tenho valor quando consigo criar um “termo” comum.
Nem sempre simples. A maioria das vezes complexo.

– Não
vejo muito nexo na corrida interminável da minha posse. Todos querem me ter. Todos
querem ser o que sou. Mas nunca me perguntaram por que existo. Não me questionam
se vivo para mim ou por todos.

–
Eu diria que sou como um boneco de inflável de postos de gasolina na estrada.
Sim: aquele que se enche em função de um motor em baixo e fica “abanando” os
braços para chamar atenção.

–
Saibam: esse motor são as pessoas ao meu lado. Aquelas que crescem junto comigo.
Aquelas que não dependem de mim para quase nada: só para orientar e facilitar.

–
Eu as chamo de protagonistas. Isso mesmo. Sou rodeada de protagonistas. E de
vez em quando me pergunto: para que sirvo mesmo? Elas podem crescer por si
mesmas: bonitas, encorpadas e autônomas.

–
Dizem por aí que tenho relação com a indústria automobilística, quando me
chamam de autoliderança. Como gostaria de ser só o que sou: a consequência de
uma conquista pessoal e coletiva.

–
Sabem qual é o meu maior tesão na vida: é ver o tesão na vida das pessoas. É
perceber o “brilho” no olhar que não existia: ver ele florescer.

– Costumo
ficar calada. Observando, escutando, percebendo. Entendendo a melhor forma de
ajudar. Pois é para isso que fui criada: servir.

–
Os modismos sempre estão ao meu redor: euquipe, nósquipe, leadership disso, sobrenome
daquilo. Só tenho uma palavra a dizer: coadjuvante.

–
Assim me sinto confortável em ver crescer quem sempre me escutou com a mente
aberta ao aprendizado. Eu também aprendo. A cada sussurro. Não seria cobiçada
como sou fechada em mim mesma.

– Muito
prazer: eu sou a Liderança. Aquela que ajuda as pessoas a aflorar o seu melhor.
Adoro exibir o resultado do meu trabalho: uma construção coletiva.

– Eu
sei: você nem sempre concorda comigo. Graças a Deus! Assim a construção fica
mais interessante e criativa!

Essa
“tal” de Liderança é meio “saidinha”, hein?

Sabe
que me dei conta de uma questão neste artigo: a liderança só tem voz quando é
necessária. E ela também precisa extravasar. Tadinha!

Um
segredinho, vamos combinar: eu precisava ouvir isso! Hehe… Só eu! Ok!?

Mentor
de Negócios_Softex_Inovativa I Consultor I Professor I Advisor I Diretor
Regional ABMEN SUL-RS/SC/PR – Especialista em equipes criativas e colaborativas

#negócios #mentor #mentordenegócios
#inovação #empreendedorismo #startup #inovaçãoaberta #business #oportunidades
#inovaçãoestratégica #professor #consultor #advisor #conselheiro

Sair da versão mobile