Muitas empresas geram em suas atividades resíduos como papel, papelão, plásticos e metais. Esses resíduos têm certa facilidade para o devido descarte, pois possuem valor de comércio e contam com diversas empresas interessadas.
Por outro lado, são diversas as empresas que geram resíduos não recicláveis, que além de não possuírem valor, geram custos para a devida coleta e destinação final. Podemos citar como exemplos: estopas sujas com óleo, papel sujo com tinta e EPIs sujos com solvente.
Qual a solução para estes resíduos?
COPROCESSAMENTO
Ainda que não seja o destino mais adequado, muitos ainda optam por destinar estes resíduos para aterros fora do Rio Grande do Sul, visto que aqui no Estado os aterros são proibidos de receber resíduos contaminados com líquidos inflamáveis. A opção mais adequada é o coprocessamento destes materiais, realizado aqui no RS mesmo.
Mas o que vem a ser coprocessamento?
É uma tecnologia que se utiliza do poder calorífico de alguns resíduos para gerar uma energia alternativa. Grosseiramente, esses resíduos são triturados, misturados e queimados em cimenteiras licenciadas para este fim, onde será consumido como energia na produção de cimento, sendo a cinza gerada na queima incorporada como matéria-prima do cimento.
Mas o que torna esta destinação a mais adequada?
A legislação ambiental vigente impõe ao gerador do resíduo a responsabilidade sobre ele, até que o mesmo perca suas características originais, seja consumido. Destinando para um aterro, por não haver transformação, a empresa geradora do resíduo permanece responsável.
Então, eu citaria como algumas das principais vantagens desta solução o cumprimento da legislação ambiental e a diminuição da necessidade de utilização de energia fóssil.
Antes de contratar uma empresa para a coleta destes resíduos, é importante avaliar a licença de operação do fornecedor, para verificar se a mesma pode ou não receber estes materiais.
Além disso, é interessante solicitar evidências do destino final, a fim de garantir formas de comprovação no caso de sua empresa sofrer questionamentos sobre a destinação final adotada.
Érico Scherer
Reverse – Gestão de Resíduos
