O que não é a Páscoa senão um momento de reflexão,
renovação, redescobrimento e, principalmente, de engrandecimento ao exemplo que
nos deu Jesus perante os acontecimentos históricos.
Em momentos de muita dificuldade e de um tribunal injusto e
tendencioso, Ele passou pelo martírio mais difícil da época. Três dias depois,
retornava para demonstrar a grandiosidade de sua alma e reforçar suas lições e
promessas: eu sou o caminho, a verdade e a vida!
A cada um suas convicções e
religiosidades não me cabendo analisar escolhas e sim impactos, reflexões e
considerações!
O calvário do Cristo foi
coletivo e sua caminhada solitária. Seus amigos e discípulos o deixaram
sozinho, menos as mulheres, um de seus amigos o traiu e, mesmo assim, Ele
afirmou:
– Pai, perdoai, pois não
sabem o que fazem!
Mais uma lição grandiosa que
permeia a sociedade há milênios: o Reino de Deus está em nós!
Jesus e Sua força, Sua
energia, Sua candura, Seu amor incomparável fez com que a história da
humanidade se dividisse em antes e depois da Sua vinda.
Muitos anos se passaram e
muitas das Suas lições retumbam em nossas mentes e corações e muito pouco em
nossas atitudes. A afirmação de Jesus parece ter sido interpretada de outra forma:
– Vós sois deuses. Todos
podem fazer o que Faço, basta ter fé e acreditar.
A fragilidade humana e suas
emoções descontroladas e imaturas nos fazem tomar caminhos de calvário.
Relutamos em aprender com as dificuldades alheias e, o pior, em aprender com
nossas próprias.
A reflexão, tão sadia e
filosoficamente estimulada, é rara nos dias atuais. A velocidade nos levou a
caminhos de exterioridades sem a menor conexão profunda com nossa
individualidade. Não há o que não podemos fazer! Não há quem não tenha em si o
potencial do universo, pois, como Ele nos legou: sois feitos a imagem e
semelhança de Deus.
Fazemos uma comparação desmedida
com a estética externa e nos preocupamos com formas e tamanhos. Deveríamos nos
propor este cuidado com nossos sentimentos desenfreados, ou melhor,
desnorteados.
Esse potencial enorme que
temos precisa de um foco, uma direção e diversos caminhos. Em um pequeno
exercício realizado em sala de aula com meus alunos, de várias idades, fiz uma
pergunta muito simples: o que você ama?
Me retirei e deixei a turma
refletir durante 15 minutos. Quando retornei a sala de aula, todos estavam de
braços cruzados e dizendo que não fariam o exercício. Sem problemas, eu disse,
mas tenho o direito de saber qual a razão:
– Simples, professor, nós não
temos a menor ideia da resposta!
E você que está lendo este artigo, tem?
Nos preocupamos com as
extremidades e o essencial foi passando e dificultando nosso caminho. A vida
nos propõe reflexões e oportunidades e cabe aproveitarmos. O que você ama?
Redescubra em si os
potenciais latentes e únicos. Reflita em sua vida quais as experiências que lhe
fizeram crescer, quais aprendizados marcaram seu caminho e fizeram você mudar
de rumo.
Analise suas escolhas, uma a
uma, sem culpa ou julgamento, mas com clareza de quem analisa um relatório
financeiro de alguma empresa ou pessoa: sem afetação e com a verdade.
Reviva os seus melhores
tempos e o que eles representaram em termos de felicidade para você. Redescubra
todas as suas qualidades e pontos a melhorar. Se dedique a eles! O caminho é
coletivo, mas a caminhada é solitária. Só você pode fazer isso! Não há como
terceirizar!
Renascer em si é reviver,
redescobrir o que nos torna quem somos. Lembrar da nossa infância,
adolescência, vida adulta. Como chegamos até onde estamos hoje e encarar de
frente o que precisa ser feito!
Há uma frase antiga na
cultura popular afirmando: em time que está ganhando não se mexe! Eu diria que
se aprimora! Mas quero ir mais longe: ganhando o que, de quem, como e por quê?
Já foi o tempo em que fazemos
algo porque nos foi ensinado: sempre foi assim. A quem tem a consciência
desperta cabe se perguntar qual a razão de viver da forma como vive!
A cada dia novas
oportunidades em um mundo de possibilidades. Não desperdice seu tempo com
tarefas, pessoas e situações que não agregam nada além de uma foto em uma rede
social ou coluna social. Não seja fútil!
Experimente seu valor, o
verdadeiro, o existencial. E para saber como fazer isso é bem simples: comece
se perguntando o que você ama e continue a se perguntar se o mundo com você é
melhor ou pior! Guarde essa resposta e aprenda com ela.
Use todo seu brio e dignidade
para melhorar a sua vida, renascendo, revivendo e redescobrindo em si mesmo!
Feliz Páscoa!
César
Silva é Mentor de Negócios, Consultor, Professor,
Palestrante e Escritor – CEO @cesarsilvasimplesmente – Nosso propósito é inspirar estratégias com
criatividade, possibilitando a liderança com autonomia em rumos disruptivos,
viabilizando caminhos exponenciais sustentáveis com confiança e amor!
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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