Quando não precisarmos mais de nada, o que sobra? Tudo?

Certamente tudo ou nada! Ou
será que há algo além disso?

Reflexões aliadas da
constante busca na origem da vida e no propósito e essência. O que estamos
realmente fazendo aqui, agora? Costumeiramente separamos o ter e o ser como pólos
opostos de uma mesma moeda.

Ou somos ou temos! Parece que
vivenciar essas duas realidades é uma alquimia improvável. Interessante que
misturamos tantos ingredientes na gastronomia, nos drinks, nos negócios e
esquecemos que somos uma unidade humana misturada em turbilhões de informações,
biologia, psicologia e fluxo.

Misturamos necessidades e
desejos, base de estudo do marketing desde sempre. A amplificação e a criação
de desejos indesejados que não atendem a nenhuma necessidade real chega a ser
alarmante! Nos perdemos em um emaranhado de desejos, sem retorno algum à nossa
vida, ou utilidade, a não ser o prazer de ter. Que também é bom, mas é
passageiro.

Em época de disrupções,
tecnologias e inovações fico me perguntando:

Se a busca do propósito
encontra a essência e a torna livre, há algo que o desejo poderá suprir?

Aposto na criatividade
exacerbada dos criadores de desejos, mas aposto mais no reencontro da criatura
humana consigo. O aumento da depressão no mundo, a ansiedade latente, a
incapacidade do relacionamento consigo e com os outros, são alguns dos sintomas
de uma realidade escondida atrás dos olhares superficiais.

Um olhar profundo ao ser
humano é cada vez mais necessário e com a proliferação de profissões ligadas a
saúde física, mental e espiritual, se torna muito acessível fazer a viagem
interior de forma consistente. É como a internet hoje, disponível em qualquer
lugar e por qualquer canal. A sociedade se qualificou intelectualmente,
racionalmente, mas as emoções ainda estão a deriva.

Não só elas! Há muito mais Pontos
de Inflexão em nossa vida, livro que comprei e inicio a leitura, de Flávio
Augusto, onde decidimos nosso destino com mais ênfase e repetição do que nunca.
Com o aumento da complexidade e variabilidade no mundo, tendo o empoderamento
pessoal crescido e sendo utilizado como alavanca de expansão de talentos e
empreendedorismo, há mais crises, decisões pessoais e empresariais do que nunca!

Sociedade Consciente

Em uma sociedade mais
consciente, mais conectada, mais virtual, encontraremos o objeto de todos os
trabalhos de manutenção a vida e prevenção: o ser humano. Tudo é feito por ele
e para ele, em companhia ou não da tecnologia!

E quando o ser humano resolver
que o verdadeiro valor da vida está dentro de si?

No livro Ikigai, Ken Mori
cita que: “se você consegue fazer o processo de tornar o esforço sua fonte
primária de felicidade, você teve sucesso no desafio mais importante de toda a
sua vida.

Portanto, faça uma música,
mesmo quando ninguém estiver ouvindo. Faça um desenho, mesmo que ninguém esteja
olhando. Escreva um conto que ninguém vai ler.

A alegria e a satisfação
interior que isso lhe dará serão mais do que suficientes para que você siga em
frente com a vida. Se conseguiu fazer isso, você se tornou um mestre do estar
no aqui e agora”.

A cultura Japonesa e Chinesa
é milenar e ensina com sua sabedoria e longevidade a arte de viver bem e feliz.
São estudos e informações que não podem ser esquecidos sob pena de fazerem
muita falta a humanidade e seu futuro.

Brainternet

Quando vi o filme ANON comecei
a questionar qual futuro seria possível. Pesquisei que a “Brainternet” é uma
realidade de pesquisa em vários países no mundo, a “Brain Computer Interface”,
como o próprio Elon Musk já citou em entrevistas.

A partir do momento que não
tivermos mais necessidades de aparelhos de comunicação para nos comunicarmos
com o mundo, toda uma indústria baseada no desejo e tecnologia se reinventará,
ou já está fazendo isso. Teremos tudo na “palma do pensamento”! É o
empoderamento e o poder do ser humano no seu grau máximo!

E aí! O que vamos fazer com
isso? Se já temos tudo, acessamos tudo ou personalizamos tudo com futuras
impressoras 3d nos lares para comprar o que for, sem sair do lugar. Vamos
encher nossos lares, ou seja lá o que teremos, com um monte de bugigangas sem utilidade
ou vamos viver a vida conforme a conquistamos?

A transparência também será
total e os direitos e deveres analisados a cada segundo. Privacidade será um
objeto de luxo ou uma escolha pessoal. Não haverá o que esconder. A evolução
moral e ética haverá de acontecer sob pena de haver muito poder em uma mente
que não está em condições de exercer a si a pleno.

São inúmeras questões que
surgem e ainda surgirão. O fato é que se no mundo de hoje estamos muito bem,
obrigado, estaremos realmente preparados para o que virá em breves tempos? E se
a compra se tornar algo com uma escala muito menor do que é hoje, como a roda
da economia, do desenvolvimento e da evolução vai girar?

Prefiro pensar nessa
possibilidade do que ser pego de surpresa! Pois mesmo sendo um exercício
filosófico, preciso ficar atento a que rumos e velocidade o mundo anda!

César
Silva
é professor, escritor, consultor,
mentor de negócios- CEO
@cesarsilvasimplesmente, Professor, Escritor, Consultor e Mentor de Negócios


Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br . Disponível em www.cesarsilvasimplesmente.com.br .

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