Para
os meus filhos e netos vou dizer que tive a honra de ver Andy Murray dar shows
nas quadras de tênis mundo afora. Mas infelizmente as belas partidas jogadas
pelo britânico já tem um fim anunciado.
Há
três dias do início do Australian Open,
um dos quatro maiores torneios de tênis do circuito mundial, o tenista de 31
anos anunciou que a competição deverá ser a última de sua carreira. Chorando em
frente aos jornalistas, ele anunciou que não consegue mais conviver com as
dores e terá que abandonar as quadras.
Chegou a dizer que até mesmo para
colocar meias nos pés ele sente dor. Quando
chega nesse nível realmente a prática esportiva fica inviável. O quadril é a
principal parte do corpo que incomoda o tenista e que já o submeteu a cirurgia
e o afastou das quadras boa parte de 2018.
Ver
as lágrimas de Andy na coletiva mostra o quanto o nosso corpo é frágil perante
nossos mais fortes sonhos e práticas esportivas. Durante as exibições nas
quadras era muito perceptível a qualidade acima da média do britânico e, por
isso, o tênis está perdendo muito com a aposentadoria de um dos grandes tenistas
da história recente.
Para
quem gosta de acompanhar o esporte sabe que tenistas de grande qualidade
engrandecem ainda mais a modalidade e fomentam que novos jovens tentem a sorte
com a raquete e a bolinha amarela. Foi o que aconteceu no Brasil no auge de Guga Kuerten,
mas após a sua aposentadoria e sem novos resultados expressivos, o esporte não
teve o mesmo destaque.
O
esporte, em todas as suas modalidades, precisa de craques e de ídolos. Guga foi
um ídolo, Murray é um ídolo, assim como Federer, Djokovic e Nadal. Torçamos que
Andy siga mundo afora ensinando toda a sua técnica para futuras gerações e
assim possamos, ainda por longa data, continuar a vibrar com partidas de tênis
memoráveis nas quadras de todo o planeta.

























