Prefeitura de NH declara que não terá reajuste ao funcionalismo público em abril de 2025

Mais uma bomba neste começo de ano no governo do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP).

Na manhã desta quarta-feira (23), a Prefeitura de Novo Hamburgo divulgou comunicado informando que não haverá reajuste aos funcionários públicos.

A suposta calamidade financeira é uma das principais alegações. Como já foi noticiado pelo Portal Martin Behrend, a Prefeitura manteve ou garantiu centenas de CCs em diferentes órgãos do município. Também cabe lembrar que o atual governo apresentou a titular da Secretaria da Fazenda apenas em fevereiro deste ano, cinco meses após a vitória do prefeito.

Num primeiro momento, a Prefeitura fala que não haverá reajuste em abril. Mas não há garantias que haverá reajuste ao longo do ano.

Pelo histórico de situações parecidas, é grande o risco de paralisação ou greve dos servidores.

Confira a manifestação do Executivo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura de Novo Hamburgo vem esclarecer aos servidores públicos municipais e à população sobre a revisão geral anual ao funcionalismo no ano de 2025.

Com um déficit médio mensal de R$ 14 milhões e enfrentando um estado de calamidade financeira, o Executivo comunica que não concederá, neste momento, revisão geral anual aos servidores públicos municipais referente ao ano de 2025.

Todos os anos, o reajuste é discutido junto às categorias (estatutário e magistério). Entretanto, em 2025, devido à situação crítica das contas públicas, o mesmo não poderá ser firmado em abril. O decreto de calamidade financeira foi assinado em 19 de março deste ano, em razão de dívidas acumuladas de 2024 que alcançam o valor de R$ 200 milhões.

Portanto, não há recursos disponíveis para aumentar o valor atualmente pago na folha de pagamento.

Cabe esclarecer que diante da situação atual, o fluxo de caixa não está suportando as despesas contratadas. Pois a despesa estimada não acompanha a receita efetivamente arrecadada.

Se a revisão geral anual for concedida, o impacto nas finanças públicas será de R$ 13,4 milhões até o final do ano (sem levar em conta o déficit médio mensal já estabelecido), o que aumentaria ainda mais o déficit financeiro do Município.

Vale salientar que a Administração Municipal tem feito um grande esforço para manter em dia a folha de pagamento e o repasse ao Ipasem.

Outras medidas já foram adotadas desde março para conter as despesas e reorganizar o caixa. Desde bloqueio de 25% de todo o orçamento, pagamento das despesas essenciais e a renegociação dos débitos direto com os fornecedores.

Além disso, os contratos estão sendo revistos, muitos deles cancelados ou reajustados, de modo a terem um custo menor. Também houve redução nos cargos de confiança com a reforma administrativa.

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