O
final de semana mágico vivido por atletas, direção e, principalmente, pela
torcida do Flamengo foi impressionante.
E a façanha conquistada pelo clube rubro-negro pode ser ainda maior se, nos
próximos dias, se sagrar campeão mundial diante do Liverpool – provável adversário na final.
Os
campeonatos vencidos pelo Flamengo são o exemplo de que uma boa gestão, aliada
ao futebol bem jogado com sorte e precisão em lances capitais, pode ser o
grande mérito para quem pensa o futebol desta forma.
Anos antes de chegar a
glória do último final de semana, o Flamengo optou por uma gestão séria através
de um presidente com os pés no chão. Os primeiros anos foram sem conquistas e
com muita pressão, mas aos poucos a história se inverteu e o clube igualou o
Santos de Pelé vencendo Libertadores e Brasileirão no mesmo ano, podendo vibrar
ainda mais.
Além
da gestão, a aposta e o respaldo em um treinador estrangeiro também foram
fundamentais. Mesmo contra a troca de técnico em meio a uma temporada, tenho
que concordar que a chegada de Jorge Jesus mudou o cenário e iniciou o êxito
das campanhas vitoriosas.
Claro que o trabalho do técnico português foi
facilitado com jogadores de extrema qualidade, contratados por muito dinheiro.
Mas esses fatores só foram possíveis porque foram pensados ali atrás.
O
ano do Flamengo só não é perfeito porque o incêndio no Ninho do Urubu em
fevereiro e a falta de amparo às famílias dos jovens mortos é revoltante e jamais
pode ser esquecido. Com tantos milhões investidos em reforços para a conquista
de títulos e com mais milhões entrando através das conquistas, é preciso que a
presidência do clube olhe por essas famílias enlutadas e também dos que
sobreviveram.
Por toda a grandeza que o clube tem, por toda a tragédia que foi o incêndio, o Flamengo tem o dever de
amparar a todos que sofreram com esse sinistro para reparar uma possível falha
na execução de obras ou fatos semelhantes. Mesmo em caso de não culpa do clube,
os sentimentos de caridade e carinho não podem ser chutados para fora.
Apesar
deste fato triste e que não deve, jamais, ser ignorado, o 2019 é, sim, um dos
maiores da história do Flamengo.

























