Há cerca de 40 dias escrevi neste espaço sobre o
retorno das competições futebolísticas no Brasil após mais de 100 dias de
interrupção por conta do novo coronavírus.
Neste período, jogos foram realizados,
campeonatos definiram campeões, outros foram finalizados sem prosseguimento
após a parada e alguns foram iniciados, mas o que é mais importante de ser
lembrado é que as contaminações e a mortes pelo vírus seguiram e seguem preocupando
e enlutando famílias nos quatro cantos do Brasil.
Antes de a bola voltar a rolar, um rigoroso protocolo
foi desenvolvido pelos clubes e federações para garantir a segurança de todos e
evitar a propagação do vírus pela bola, porém, como tudo ainda é um desafio no
mundo da pandemia, nem tudo ocorreu como se esperava.
Para seguir os protocolos, as adaptações de clubes
e jogadores foram drásticas e nem tudo ocorreu como o planejado.
Alguns clubes
precisaram solicitar adiamento das partidas por falta de atletas à disposição
em virtude das contaminações, jogos precisaram ser adiados com o adversário já
em campo e, por consequência, os protocolos precisaram ser revisados.
No outro artigo, escrevi sobre qual o momento certo
para retornar e se a segurança contra as contaminações seria garantida. E o que
ficou provado: muitos itens dos protocolos foram desenvolvidos de forma
correta, mas alguns itens ainda fogem do controle.
Outra constatação é que os
protocolos europeus de retorno do futebol ou do basquete americano são
impossíveis de serem aplicados no Brasil, seja pela questão financeira, como
também pela questão continental.
PROTOCOLOS
Na NBA, todas as equipes estão no mesmo local,
confinadas, só saindo da hospedagem para treinos e jogos e, no Brasil, times do
Rio Grande do Sul precisam viajar até o Ceará para uma partida, por exemplo
sendo que na Europa muitos traslados para jogos são efetuados de ônibus ou
trem.
Diante de tudo isto, mais uma vez me solidarizo com
as famílias das vítimas, inclusive a minha, que perdeu entes queridos por conta
do coronavírus, mas destaco outrossim que todos as situações precisam ser
analisadas e levadas em conta antes de se cravar uma opinião sobre uma ou outra
decisão.
O futebol é importante, tem relevância, mas os
protocolos precisam ser ajustados, focados na segurança das vidas para impedir
que o “vírus vença a partida contra o futebol”.
