A
cerimônia de premiação dos melhores da última temporada promovida pela Fifa em
Milão, na Itália, confirmou algumas certezas, mas cometeu alguns erros.
O maior
deles foi na premiação do melhor jogador do mundo. Apesar da excelente temporada e
do grande craque que é, o argentino Lionel Messi não merecia o prêmio. Era a
vez do holandês Virgil van Dijk levar o troféu.
E alguns motivos elevam essa
tese: uma temporada praticamente perfeita no Campeonato Inglês atuando pelo
Liverpool, título da Champions League, eleito melhor jogador da Europa, entre
outros destaques, provam que Van Dijk foi o melhor futebolista da última temporada.
Claro que o prêmio ficou para um jogador que é craque, mas o holandês também é
e, sem dúvida, já pode ser considerado um dos maiores zagueiros da história
pelo excelente futebol que desempenha
Mas
a premiação da Fifa também confirmou alguns nomes que mereciam por todas as
injustiças que sofreram, sem necessidade. O gaúcho Alisson foi o primeiro
brasileiro a ser eleito o melhor goleiro do mundo. Justíssimo.
O garoto do bairro Canudos foi execrado e tachado de culpado pela eliminação do Brasil na Copa de
2018. Fez uma temporada perfeita. Foi campeão da Champions League, da Copa
América, eleito melhor goleiro da Europa. Não existe hoje no mundo um goleiro
que joga tanto quanto ele.
Outro
acerto foi o prêmio de torcedor para o menino Nickollas e sua mãe Silvia Grecco.
A história de vida dos dois demonstra o caráter de inclusão que o esporte pode
promover, valoriza o esforço do ser humano e de uma mãe para poder dar alegria
ao seu filho e nos faz crer que o esporte pode ser um transformador da
sociedade.
As
palavras de Megan Rapinoe, eleita a melhor do mundo, também precisam ser
amplamente difundidas no meio esportivo. Rapinoe pediu engajamento da
comunidade do futebol contra o racismo e a homofobia no futebol, e em prol da
igualdade de oportunidades, algo totalmente necessário e urgente.
Entre
os eleitos para as seleções mundiais no masculino e feminino, o Brasil teve a
rainha Marta, o goleiro Alisson e o lateral Marcelo. É pouco para o “país do
futebol”, mas talvez demonstre a necessidade do Brasil investir no talento – e
isso vale para todos os esportes – desde a infância para que sejamos destaques
mundiais.
Já
sabida, a ausência de Neymar Jr. mostra que o nosso maior talento do futebol
masculino precisa redirecionar seu foco e trabalhar para uma temporada
perfeita, pois seu talento permite que seja vencedor do título de melhor do
mundo.
Torçamos
que os acertos de escolha sejam mantidos, para que os erros sejam corrigidos e
também para que o título, tanto no feminino quanto no masculino, fique no
Brasil em 2020.
