Desde novembro do ano passado, a Secretaria Municipal de Meio
Ambiente e Proteção Ecológica (Semape) de Sapiranga vem realizando o diagnóstico,
tratamento e acompanhamento de casos de esporotricose felina no município.
A doença, causada por um fungo, afeta principalmente gatos,
mas também pode ser transmitida a humanos e outros animais.
Até o
momento, 31 gatos foram diagnosticados com a doença, sendo que 22 estão
em tratamento, um está curado e oito vieram a óbito.
Outros oito casos suspeitos ainda estão sendo investigados.
Apesar
dos óbitos registrados, a veterinária Roberta Wilborn, responsável
pelos atendimentos na Semape, reforça que a esporotricose tem cura e que
os números atuais refletem o início recente do tratamento na cidade.
“Ainda não deu tempo de outros gatos se curarem, mas a expectativa é
que, nas próximas semanas, teremos cada vez mais casos de cura. Dos que
estão em tratamento, já observamos melhoras, como aumento do apetite e
recuperação da saúde”, explica.
SINTOMAS
Quanto
aos sintomas, a esporotricose felina se manifesta principalmente por
feridas que não cicatrizam, muitas vezes localizadas na região da face
(focinho, boca, nariz e orelhas), mas que também podem aparecer em
qualquer parte do corpo. Outros sinais incluem dificuldade para
respirar, aumento de volume no nariz, espirros e secreção nasal.
Ao
identificar animais com esses indicativos, a orientação é evitar
contato direto com as áreas infectadas e não permitir arranhões e
mordidas. Além disso, o tutor deve separar o animal com suspeita de
infecção dos demais pets que convivem no mesmo espaço. A Semape deve ser
imediatamente acionada para que seja realizada a coleta de material
para diagnóstico, com resultado em até dois dias úteis.
O contato pode
ser feito através do WhatsApp 51 99610-7398 ou também pelo telefone 51
3599-9500 (ramal 2223), de segunda-feira a sexta-feira, das 12h30 às 18h30.
TRATAMENTO E CURA
Com
o diagnóstico positivo, o tratamento do animal é iniciado
imediatamente. A duração varia de 3 a 8 meses, dependendo da gravidade
do caso. Após iniciado, a Semape realiza acompanhamento a cada 15 dias,
entregando medicamentos para o período e avaliando a evolução do quadro
clínico. “Conversamos com a família, tiramos dúvidas e verificamos se
está tudo correndo bem”, afirma a veterinária.
Após
a aparente cura, o tratamento ainda continua por mais um mês para
garantir que o animal esteja completamente recuperado. Ao final do
processo, o gato é castrado. “A castração é essencial, pois a grande
maioria dos gatos que atendemos são machos não castrados, que saem para a
rua e brigam com outros animais, aumentando o risco de contaminação”,
ressalta Roberta.
A veterinária também destaca
que o abandono de animais infectados só piora a situação. “O gato é uma
vítima da doença. Com os cuidados adequados, ele tem plena chance de se
recuperar. A esporotricose tem cura, e o tratamento é gratuito”,
enfatiza.
HUMANOS
Até
o momento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 11 casos
suspeitos de esporotricose em humanos, sendo um confirmado e já curado, dois negativos e oito ainda em investigação.
Marise Franzen, enfermeira e
coordenadora da Vigilância em Saúde, reforça a importância de buscar
atendimento médico ao identificar sinais da doença. “Ao suspeitar de esporotricose
humana, os usuários devem procurar a unidade de saúde mais próxima de
sua residência para avaliação clínica”, ressalta.
Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Sapiranga
