Cresci numa quadra de tênis lendo e ouvindo sobre seus feitos.
Ela foi três vezes campeã de Wimbledon nos torneios de simples (1959, 1960 e 1964), além de quatro títulos em duplas.
Também venceu quatro vezes o US Open no torneio de simples (1959,1963,1964,1966) e mais quatro vezes em duplas. Foi ainda vice-campeã de Roland Garros e do Aberto da Austrália em simples e campeã em duplas. Foram 19 títulos de Grand Slam, além de vice-campeonatos e semifinais. Como comparação, Gustavo Kuerten, o nosso Guga, teve três conquistas de Grand Slam – tricampeão de Roland Garros.
Ela ganhou ainda a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1963 disputados em São Paulo. Maria Esther ocupou o primeiro lugar no ranking internacional em 1959, 1960, 1964, e 1966. Foi a melhor do planeta. Na carreira, colecionou mais de 500 títulos! Foi eleita a melhor tenista do século 20 da América Latina.
Maria Esther Bueno, a maior de todas. Uma lenda do tênis mundial. Uma das maiores esportistas do planeta no seu tempo. Uma dama. Uma atleta exemplar.
Nesta sexta-feira (08.06), Maria nos deixou. Nasceu e morreu em São Paulo. Aos 78 anos, o câncer de boca foi mais forte que a grande campeã. Ela deixa um vazio enorme. O tênis brasileira perde uma grande referência – provavelmente, a maior de todas.
Que as novas gerações saibam honrar tudo que ela fez pelo esporte brasileiro. Estamos todos de luto. E chorando essa despedida de Maria Esther Bueno, a rainha do tênis brasileiro
