Desde que a posição de líbero no vôlei foi criada, é
fácil de afirmar que ninguém jogou mais que Sergio Dutra dos Santos, o Serginho
ou Escadinha.
O que os espectadores da modalidade presenciaram em toda a sua
atuação na posição é impossível de mensurar.
Talvez ninguém tenha feito defesas
tão incríveis como ele, seja na atuação por seus clubes, seja pela vitoriosa
trajetória como líbero da seleção brasileira.
Assim como o futebol tem no goleiro a sua posição
mais ingrata, o líbero de uma equipe de vôlei é aquele jogador que jamais ficará
marcado pelo ponto decisivo de ataque ou aquele saque magistral.
Mas engana-se quem
acha que não é uma posição importante. Ainda na relação com o futebol e seu
ditado que “um grande time começa por um grande goleiro” não é difícil de
afirmar que “um ponto bem construído de ataque começa pela bela recepção ou
defesa de um líbero”.
Voltando ao Serginho e sua brilhante carreira, quem
não se emocionou com as partidas da extinta Liga Mundial de Vôlei (hoje Liga
das Nações) onde a seleção que tinha Giba, Nalbert, Ricardinho e Cia., tinha
também o Serginho não medindo esforços para salvar aquela bola impossível para
que o ponto continuasse.
Sua meta de vida era não deixar a bola cair na quadra
de sua equipe e ainda garantir que um passe de qualidade chegasse até a mão do seu
companheiro levantador. Tanto em seus clubes, como na seleção brasileira, com
medalhas de ouro e títulos mundiais, aliadas a regularidade de suas atuações
justificam o título deste artigo.
Obrigado, Serginho, por nos garantir por muitos
e muitos anos que a bola não caísse na quadra brasileira e que sua dedicação e
vibração sejam exemplo para nossos futuros campeões.
