Certamente não! A cultura oriental já é antiga em afirmar que as perguntas são mais importantes do que as respostas. Uma das característica dos profissionais do futuro, que será necessária a todos, é o pensamento crítico.
E não há pensamento crítico sem perguntas! Peter Drucker, pai da administração moderna, tinha cinco perguntas fundamentais: Qual é sua missão? Quem é o seu cliente? O que seu cliente valoriza? Quais são seus resultados? Qual é o seu plano?
Jim Collins, estudioso da área afirma que sua “motivação para fazer as coisas nasce justamente com a busca da próxima pergunta”. O livro “O que as escolas de negócio não ensinam”, de Sandro Magaldi e José Salibi Neto, lançado neste mês, de onde tirei essas afirmações, é extremamente disruptivo e essencial a qualquer empreendedor.
Os autores afirmam que a pergunta gigante de Peter Drucker era “Como posso melhorar o mundo?” Eles afirmam que três perguntas são fundamentais em qualquer campo de atividade: Por quê? Por que não? E Se?
A questão é que somos especialistas em dar respostas e não em fazer perguntas. E quando perguntamos, nem sempre fazemos da maneira correta. Em época de inovação e velocidade espantosa do mercado, a pergunta mais importante, no momento, na minha opinião é:
Como tornar meu negócio obsoleto antes que o concorrente faça isso?
A zona de conforto é uma protetora infiel! A razão é simples: ela te protege, mas não te salva! E quem não quer ser salvo? Primeiro de si mesmo, se assim se fizer necessário. Cito essa afirmação para amplificar esse aspecto.
É corrente que o propósito nos move a fim de que deixemos um legado no mundo ou criemos algo nunca visto que pode ser exponencializado. Tudo certo! Desde que haja alguém interessado além de nós mesmos! Com as metodologias ágeis temos várias formas e metodologias de criar com o mercado, evitando um fracasso!
E se ele acontecer? Aprenda e siga! Risco é para ser seguido a risca, mas não deixando a razão e a prudência de lado. Como fazer isso? Simples! Mantenha tudo funcionando do jeito que está e separe 10% do seu tempo para um projeto que vai mexer com tudo!
Vocês está disposto? Ou está cansado? Cansado de que? Por quê?
A primeira barreira é nossa rotina mental. Ela se expressa com as seguintes frases clássicas: mas está dando certo há tanto tempo! Time que está ganhando não se mexe! Que experiência você tem para propor essas questões? E a clássica: quem você pensa que é para questionar meu negócio que construí desde o zero?
São perguntas protetivas que, em realidade, não respondem a questão principal: vai haver quem compre da sua empresa daqui há 2 ou 5 anos? É o instinto falando e não a razão. É a escola de resolver problemas e não de levantar perguntas certas!
A palavra louco normalmente se aplica a quem questiona o padrão atual e enxerga o que vem na próxima curva do mercado. Ou mais: que tem a possibilidade de criar um mercado onde não há concorrentes, em curto prazo. Iphone, Airbnb, Uber e Netflix que o digam!
A pergunta que mais escuto durante meu trabalho é: como terei certeza que o caminho que seguirei será vitorioso? E a resposta é simples: não terá! Mas e aí, como fico nessa? Não fica! Segue! Para onde? Como? Por quê? Vai estudar, vai pesquisar e busca ajuda!
A superficialidade que reclamamos dos jovens, ou pelo menos da ideia que temos deles, está errada. Conviva e verá essa realidade! Não fique na superfície, vá fundo! A superficialidade parece ser muito mais de uma geração mais avançada que confia só na sua experiência e quase nada em informações importantes e ferramentas que “clarificam” o “caos” aparente.
Se você observar como a Netlfix começou e como ela é hoje, verá que a evolução foi fundamental ao seu crescimento. Verá que há um plano com princípios muito bem definidos para esse caminho.
A Amazon, do conhecido Jeff Bezos, na sua carta inicial aos investidores e acionistas foi bem claro quanto a isso. Só pesquisar. A própria Toyota, na época em que teve vários problemas com seus carros nos Estados Unidos, também demonstrou, na forma como lidou com aquela situação, a presença clara de seus princípios e um plano de longo prazo invejável.
E o seu negócio? Como está? Está feliz com ele? Está feliz consigo nele? Poderia fazer algo novo? O que te prende a zona de conforto? Insegurança? Posse? Medo?
Preocupe-se se você tem mais respostas do que perguntas. Esta atitude é um indício de que você se fechou ao aprendizado e coloca seu negócio a perigo. Ainda é tempo de revisar suas prioridades e, paradoxalmente, mergulhar na sua essência como pessoa e como negócio.
Não importa o tamanho, quem dá o tom é a liderança principal, seu board, seus funcionários. No final das contas a empresa é a mesma para o consumidor, que não está nem aí para as hierarquias e brigas de poder! Ele quer soluções para seus problemas! E quem tem leva!
Aprenda a perguntar! Desenvolva uma metodologia sua de acordo com a cultura de sua empresa! Não copie, crie! Aposte no seu talento, pois, apesar dos altos e baixos, você chegou até aqui! A sua lógica não mudou, foi o mercado sem lógica que chegou! Será?
César Silva é Mentor de Negócios, Consultor, Professor, Palestrante e Escritor – CEO @cesarsilvasimplesmente – Nosso propósito é inspirar estratégias com criatividade, possibilitando a liderança com autonomia em rumos disruptivos, viabilizando caminhos exponenciais sustentáveis com confiança e amor!
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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