Está chegando a hora de iniciar o maior evento esportivo do
mundo no Brasil. O que foi motivo de festa em demasia quando o Rio de Janeiro
foi escolhido como sede do evento em 2016 está ficando cada dia pior quando a
data da cerimônia de abertura se aproxima. Capacidade total para organizar a
olimpíada nós desconfiávamos que o país não tinha, mas, assim como foi na Copa
do Mundo, as esperanças são as melhores para que um bom evento seja realizado.
Pois, para surpresa – ou não – a política é o fator que mais
“mancha” a capacidade dos brasileiros. Delegações estão se mudando da Vila
Olímpica por problemas nas construções e outras delegações estão contratando
encanadores para resolver os problemas. Como se isso já não fosse problema
suficiente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, faz brincadeira com a
situação e diz que irá instalar o mascote do país na frente do prédio para amenizar
os problemas. Como assim?
Como um cidadão positivista e muito esperançoso, sempre
acreditei que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos poderiam ser, na ordem, o
início e a solução derradeira para acabar com a praga implementada pelos
políticos e seus atos e discursos. Pois, desde a última declaração de Eduardo
Paes, tenho a certeza que a minha esperança não existe mais e meu positivismo
foi deixado de lado. Sempre sonhei que estes dois eventos mudariam os
pensamentos de construção de nação dos “homens do poder”, mas me enganei, e
feio. Já trato como impossível isso nos quatro cantos do Brasil.
Condições para sediar esses eventos é uma outra discussão,
mas deveríamos buscar a excelência na preparação e realização, para assim mudar
nossos conceitos mundo afora, mas o que eu vejo é completamente o contrário.
Estádios em locais onde o futebol não existe, Baía de Guanabara tomada em lixo,
segurança de turistas ameaçadas e, o mais triste de tudo, contas bancárias de
políticos e agregados cada vez com cifras maiores. A Copa do Mundo e os Jogos
Olímpicos poderiam ser a salvação e o início de um novo país, mas não serão. O
esporte pode muito ser ferramenta de transformação social, mas parece que no
Brasil não.
