O que está acontecendo com o tênis brasileiro na modalidade simples?

Nesta
semana, o Rio de Janeiro está em um dos holofotes do circuito mundial de tênis
através da realização do Rio Open, torneio masculino disputado nas modalidades
de simples e duplas. E como em qualquer outro torneio, os tenistas da casa são
aqueles que recebem o maior apoio, porém os resultados obtidos nesta semana
foram decepcionantes.

Thiago Monteiro, Rogério Dutra Silva e Thomaz Bellucci,
os três tenistas do país melhores ranqueados, foram eliminados precocemente
mesmo iniciando muito bem suas partidas, inclusive com chances de vencer a
partida. Mas no final, três derrotas.

Depois
dessa breve introdução, entro diretamente no assunto deste artigo. Mas por que
esse resultado foi horrível? Qual o problema com o desempenho dos brasileiros?
Essas perguntas, para este escriba, realmente ficam sem respostas neste momento
pelo simples fato de não entender o que acontece com nossos esportistas.

Sem
dúvida, não falta esforço, não falta treinamento e também, não falta qualidade.
Em certas ocasiões durante algumas exibições, acredito que falta sorte, mas em
muitas outras percebo uma falta de concentração, de tranquilidade para vencer
pontos decisivos.

Todos
esses fatores contribuem para que o esporte, talvez um dos mais belos de se
assistir, seja tão pouco incentivado, mesmo sendo o país que apresentou ao
mundo Gustavo “Guga” Kuerten. Depois da aposentadoria de nosso maior tenista do
naipe masculino, ainda estamos esperando grandes exibições e ver um brasileiro
voltar, no mínimo, ao top 10 do ranking mundial. Situação que é diferente nas
duplas, por exemplo, onde Marcelo Melo e Bruno Soares se destacam, sempre no
top 10, e também já apresenta uma ascensão do gaúcho Marcelo Demoliner.

Todos
imaginavam um desempenho melhor dos brasileiros na chave de simples do Rio
Open, até para servir como combustível para o resto da temporada, mesmo com
tenistas de renome disputando a competição, mas isso não aconteceu. Esperamos
que a sequência de 2018 seja mais positiva para Rogerinho, Thomaz, Thiago e
todos os demais representantes do tênis brasileiro no circuito mundial.

Como um
amante da modalidade, espero que ainda durante 2018 ou nos próximos anos,
desabrochem novos talentos ou esses que aí já estão tenham resultados
vitoriosos e o tênis do Brasil volte ao
topo do ranking.

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