O que deixou de ser negócio?

Parece que a época da bola de cristal está de volta! Isso mesmo!
Na época do pensamento linear era muito claro que o “tom” de mercado deveria
ser definido como foco central por determinados grupos ou indivíduos.


Ainda bem que havia reações contrárias e pontos de vista
diferentes!

No mundo complexo, com pensamentos difusos e plurais, não há
como definir o que é ou não negócio. Essa é uma pergunta recorrente de atuais e
futuros empreendedores nas mentorias de negócios.

Hoje temos a possibilidade de garimpar e organizar dados e transformar
em informações, tornando a decisão algo com menor risco. Mas não podemos esquecer
que o valor de qualquer ideia precisa ser validado por quem vai comprar, por
quem vai executar e quem vai se “emparceirar” a empreitada.



Não é qualquer ideia! Nem qualquer negócio que funciona!
Não é o mesmo mundo! Nunca mais será!

A quantidade de qualificações que o mercado disponibiliza,
informações e análises, trazem uma montanha de indicações e oportunidades. Basta
estar aberto a aceitar contribuições externas com conteúdo. E, atenção:


Muitos desejam soluções rápidas e sem sustentação! Procurando
os “oráculos” modernos! Lembre-se que o oráculo era o intermediário!

Esses, empoderados, sabem exatamente o que vai ocorrer no
mercado em qualquer segmento. Tem previsões, discursos, conteúdos “temerários”
e, principalmente, indicam de acordo com seu próprio interesse. O nome muda de
acordo com a região. No meu tempo o nome era charlatão!


PREPARE-SE!

O principal é:


Saiba identificar! Se prepare para identificar! Ninguém
além de você, empreendedor, sabe a responsabilidade de pagar suas contas!

É claro que é necessário ouvir, perceber e buscar apoio. Mas
ele não pode ser anuviado por uma suposta confiança. Utilizo um critério para
qualquer pessoa ou profissional que solicito orientação: a dependência futura.

Se o que for orientado me obriga a criar dependência eterna
com alguém, já fico desconfiado. Ou orienta para andar com as “próprias pernas”
ou nem chegue perto!


NEGÓCIO

O foco desse artigo é sugerir ou analisar algumas dessas
mudanças de mercado que aconteceram no mundo e que retumbam além das pesquisas,
através do contato diário com novatos e veteranos na arte de empreender. É uma
opinião, nada mais!

Ela é fruto de muita análise, estudo, compartilhamento e reflexão.
Penso que a autonomia de cada pessoa é fundamental, entendendo sua correlação
com o mundo, oportunizando a cooperação necessária, com o olhar estratégico de
longo prazo.

Algumas considerações:

– O cliente sendo participante nas decisões: a forma, cada
um escolhe;

– As incertezas só aumentarão em função da pluralidade de
informações, mas nunca esqueçamos que as necessidades humanas são as mesmas, os
desejos é que mudam. A concorrência também;

– Velocidade não pode ser desculpa para desconfigurar algo
de valor, a não ser que ele já não exista;

– Perda de tempo sempre foi um mal negócio, não importa a
época. Descubra se o que você faz não lhe leva a uma “corrida atrás do próprio
umbigo”;

– A tecnologia veio para ficar. A questão está em como ela
está lhe afetando ou lhe ajudando. Pesquise!

– As informações pessoais estão cada vez mais expostas em
função das interações digitais. A coerência entre o que se faz e o que se é,
acaba sendo revelador;

– Veto e voto! Explico! Quem menos utilizar o veto no seu
negócio vai fazer do voto um instrumento de crescimento e engajamento coletivo.
Não sabe como fazer? Procure qualificações na área e aprenda com quem já faz!
Vá visitar uma empresa que não tem relação com você e aprenda!

– Preparação não é mais uma condição básica: ela é um fator
de exclusão. Para ter resultados e inovar é necessário estar inserido em uma realidade
nova;

– As atitudes definem mais que as palavras: com a proximidade
das relações pessoais e de negócios, a escolha dos parceiros tem fundamento nas
intenções, caráter, conteúdo, propósito e história dos envolvidos;

– Não é só mais uma questão de quantidade ou tipo de cursos,
em termos de educação e escolaridade, e sim uma questão de mentalidade e
aplicação a resultados;

– Todos somos responsáveis por todos: as mudanças são
globais com efeitos locais. No final das contas moramos no mesmo endereço: o
planeta Terra!

– Sempre são pessoas! Em qualquer lugar e tempo! E já são
pessoas e/com máquinas! Virtuais ou físicas! Mesmo assim, são pessoas que
fizeram a programação;

– O melhor negócio do mundo sempre é o que tem resultados e
muito aprendizado! Só se aprende acertando e errando! E, principalmente:
querendo aprender! Estando sempre em busca, curioso e reativo.

– Observar o mundo com um olhar diferente sempre foi e
sempre será um fator de vantagem empresarial e pessoal. Aprenda a discordar e
seja mais reativo com sabedoria.

Poderia passar a vida discorrendo sobre essas considerações.
É o que são! Uma opinião! Um ponto de vista! Faltam muitas! Deixo aqui algumas perguntinhas
para sua reflexão:

O que você ou seu negócio tem criado de novo ou inovador
ultimamente? Tem valor no mercado? Você compraria uma empresa igual a sua? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

Não há nada de novo nesses 5 “porquês”! É só uma lição que
aprendi estudando a Toyota! Teste! É revelador!

César Silva é Escritor, Empreendedor e Mentor de Negócios PMBM®.

Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br. Artigo opinativo com
reflexão e sem fronteiras!

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