Um artigo publicado na Hypescience no dia 23 de abril de
2019 tem o seguinte título: ”Cientistas criaram um material que parece vivo,
com metabolismo e capacidade de reprodução próprios”.
O artigo cita que
os “Engenheiros da Universidade Cornell (EUA) criaram um material que possui
três características principais de vida: metabolismo, automontagem e
organização. Para chegar neste ponto, utilizaram DNA para fabricar um
biomaterial com características “vivas”.
O processo foi
apelidado de DASH – “DNA-based Assembly and Synthesis of Hierarchical
materials” ou “montagem e síntese baseadas em DNA de materiais hierárquicos”.
O objetivo dos
cientistas não é criar uma nova forma de vida, mas sim uma máquina com características
naturalistas. “Não estamos criando algo vivo, estamos criando materiais muito
mais vivos do que já foi visto antes”, disse Dan Luo, professor de engenharia
biológica e ambiental e um dos autores do novo estudo.”
No mesmo dia no
site Computerworld.com o seguinte artigo: Até 2030, AI (Inteligência
artificial) contribuirá em mais de US$ 15,7 trilhões para economia global. Pesquisa
da PwC, encomendada pela Microsoft, mostra rápida adoção da tecnologia,
ajudando no desenvolvimento de diversos setores
Se citasse todos os
artigos sobre o futuro faltariam linhas para descrever o que já está por aí e o
que virá! O que me preocupa é que tenho ouvido a seguinte afirmação de alunos,
empresários, funcionários, profissionais liberais e investidores: ainda vai
demorar para chegar aqui no Brasil!
Desculpem! Mas
tenho que discordar! Querem saber por quê? Fácil!
Um estudo de
cientistas brasileiros afirma que o cérebro pode ser treinado para curar
doenças. O trabalho abre caminho para
novos tratamentos para AVC, Doença de Parkinson e até Depressão! Ou
seja, já chegou!
E tem mais! No
mesmo site ,Hyperscience.com, a seguinte notícia: novo material poderá
fazer “download do seu cérebro”, dizem cientistas da Universidade Purdue e do Laboratório
Nacional Argonne (EUA). Eles “desenvolveram um novo material quântico que pode
um dia transferir informações diretamente de cérebros humanos para um
computador.
A pesquisa ainda
está nos estágios iniciais, mas invoca ideias como o “upload cerebral” para um
armazenamento em nuvem, ou a conexão cérebro-computador para rastrear métricas
de saúde, conceitos que até agora existiam apenas na ficção científica.”
E para não deixar
todo mundo “meio” apreensivo, sugiro que assistam o filme Cópias, estrelado por
Keanu Reeves, nos cinemas. Confesso que saí de lá impactado com o que vi na
tela. Não é o primeiro filme que trata do assunto, Mas a forma é que me causou
impacto. O filme inicia e logo há um acidente que mata 4 pessoas da família de
um cientista. O resto, não conto, vai ver!
São várias questões
éticas, morais, científicas e tecnológicas envolvidas e, como diz Peter
Diamandis, no livro Abundância, de 2012, “pela primeira vez na história nossas
capacidades começaram a alcançar nossas ambições”. Fico pensando em Deus, no
Amor e no Universo…
Não sei vocês, que leem
esse artigo, mas fico cada vez mais perplexo com o avanço tecnológico que o ser
humano conseguiu desenvolver e, tão ou mais perplexo, com a rudimentaridade da
educação humana em termos morais, éticos e de sentimentos.
Somos “ogros”
próximo das evoluções tecnológicas. Ainda estamos discutindo o sexo dos anjos e
a tecnologia já fala em download de cérebro. Se fizer de alguns, certamente vai
dar problemas!
É certo que já
convivemos com a tecnologia de forma ampla. E será muito mais forte esse
movimento e cada vez mais sutil! Com a vinda da Internet 5G para o Brasil, a
Internet das Coisas dá um salto quântico! O computador quântico vem aí!
Daí ninguém segura
mais nada! E quem disse que dá para segurar alguma coisa nesse mundo
descentralizado e convergente ao mesmo tempo?
São poucos gigantes
de tecnologia e muitos pequenos e incipientes ensaios disruptivos que rodam em
tecnologias de gigantes. Aspectos éticos relacionados à decisão da inteligência
artificial, por exemplo: quem salvar primeiro em um acidente grave? O homem, a mulher,
a criança, o idoso? Como será realizada essa escolha?
Muitos de nós tende
a negar a realidade que já existe, dizendo: vai demorar! É um mecanismo de
defesa para o indefensável! Eu prefiro encarar de frente e estudar cada vez
mais e me aprimorar no que for possível nessa atual e futura convivência com as
“máquinas vivas”.
Tenho feito
palestras sobre o tema, e farei uma no NAP, em Novo Hamburgo, no dia 10 de maio, às
8 horas, chamada: O Mercado e o Futuro do Trabalho. O link para inscrição gratuita é
https://www.sympla.com.br/o-mercado-e-o-futuro-do-trabalho__512755.
Precisamos falar mais,
discutir sobre o tema e abranger mais pessoas na nossa discussão. Se a maioria
está confusa, principalmente quem está no mercado de trabalho ou empreende,
imagina aquelas pessoas que tem dificuldade em aprender. Vejo essa realidade
todos os dias!
Chega a ser
alarmante e ao mesmo tempo relaxante. Uma conclusão quero compartilhar com
vocês, e não é minha, é de John Naisbitt, em 2001: quanto mais tecnologia mais
o ser humano será necessário, High Tech, High Touch.
Não tenho a menor
dúvida de que esta é a realidade. Basta conviver com inúmeras pessoas, de
diversas classes e perceber que a depressão, a falta de foco, de saúde mental e
de plenitude está muito presente na nossa realidade atual futurística. Só não
enxerga quem nega ou não quer aceitar!
É chegado o momento
de que a nossa humanidade encontrará a realidade do mundo e não haverá nenhuma
possibilidade de frear o progresso que o próprio homem conquistou. A grande
questão é: a que preço?
César
Silva é Mentor de Negócios, Consultor, Professor,
Palestrante e Escritor – CEO @cesarsilvasimplesmente – Nosso propósito é inspirar estratégias com
criatividade, possibilitando a liderança com autonomia em rumos disruptivos,
viabilizando caminhos exponenciais sustentáveis com confiança e amor!
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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