O empreendedorismo
é um dos temas mais referendados no momento. A capacidade empreendedora do
brasileiro, sua criatividade, sua adaptabilidade e natural habilidade de
resolver problemas em função de anos de instabilidade política e econômica.
Cursos
e mais cursos, séries e mais séries, alternativas e mais alternativas enchem a
mente e esvaziam o bolso de milhares de pessoas. A grande maioria está em busca
de um caminho salvador ou que a torne diferente no mercado.
Cabe
afirmar: nem todas as pessoas têm um perfil empreendedor!
Se
isso acontecesse, não haveria quem aplicasse as rotinas normais de uma empresa.
Empreendedor pode ser aquele que cria um empreendimento ou pode ser o que chamamos
de intraempreendedor: dentro das empresas.
“Forçar
a barra” sobre a necessidade de empreender, como se fosse a única solução a
todos os nossos problemas, só dificulta o contexto. Não é uma questão somente
de renda e sim de estilo, perfil, vontade e atitudes.
EFEITOS
Por
isso, com tantos altos e baixos, uma das consequências desse estímulo
popularesco no comportamento é a busca pela segurança e garantia. O aumento da
quantidade de jovens no serviço público, a dificuldade de mudança de pensamento
e a defesa emocional, fazem parte deste arcabouço.
A
criação de um posicionamento pessoal passivo em detrimento a um protagonismo e responsabilização
individual maior, são reflexos de um contexto controlador e uma cultura que
cerceia iniciativas. A antiga “criação” de mão de obra tem seus efeitos colaterais!
Outro efeito
é a explosão dos microempreendedores individuais. Ninguém se submete mais a
exageros. E se ainda há pessoas assim, estão em busca de algo melhor. Só há uma
questão fundamental aqui:
A
busca pela sobrevivência, ou o empreendedorismo por necessidade, cresceu muito
nos últimos 30 anos!
SOBREVIVÊNCIA SOBREVIVE?
Houve
uma mistura entre iniciativas de sobrevivência e possibilidades de sobrevivência.
Com a transformação do mercado, do consumidor e a digitalização dos negócios, a
velocidade de mudança se exponencializou. Novas formas de trabalho surgiram.
Que bom!
O
empreendedorismo se tornou uma alternativa viável. Mas, cabe aqui cabe uma
pergunta: Qual o
real valor desses novos negócios?
Quando
cito o valor, não me refiro a quanto custa. Me refiro na relevância daquele
negócio no mercado. Empreender somente para sobreviver não terá mais o mesmo
impacto que tinha em épocas passadas.
A ineficiência
dos concorrentes era enorme. Hoje não é mais! O acesso a informação era restrita!
Hoje não é! As barreiras de entrada eram muito altas e hoje são mínimas, na
maioria dos mercados. É necessário muito pouco dinheiro para abrir um negócio!
Só um
detalhe: o risco e a incerteza aumentaram. Não basta mais empreender para
sobreviver! É necessário empreender com inteligência! Com conhecimento! Com
relevância!
A
presença do “mundo” em nossos celulares resumiu a trajetória de muitos negócios
que obtinham sucesso em uma única frase: a empresa X é muito melhor do que você
me oferece.
A comparação
é global! A complexidade é brutal!
EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA
Não
basta mais qualificar o empreendedor da forma antiga: transferindo informações
e melhorando a sua eficiência. Informações são básicas e eficiência é o mínimo
necessário. É necessário repensar tudo!
Habilidades
novas como pensamento crítico, empatia, aprendizado contínuo, capacidade de
aplicação prática de teorias, rapidez de pensamento e decisão, análise e
reflexão de dados, profundidade nos conteúdos, aprender com os erros, agilidade
e humildade. E há muito mais!
Empreender
deve ser uma escolha profissional e não amadora! Uma escolha!
E aqui
está um ponto fundamental: tentar justificar o injustificável! Observo muitos
arranjaram desculpas para a existência de um negócio que não tem mais razão
para existir. É uma questão de tempo! Negar esse fato é prorrogar o sofrimento.
É insistir em algo antigo em um ambiente novo.
A
postura de sobrevivência faz com que o empreendedor “segure” a atitude
necessária e a decisão a ser tomada. É um mecanismo de defesa! Típico de quem
empreendeu para sobreviver!
O
empreendedorismo não deve ser uma escolha do acaso. Ele precisa estar na alma da
pessoa. Em qualquer circunstância da sua vida! “ser o dono do próprio nariz” é
uma escolha e não uma obrigação!
Aqueles
que têm sucesso nos seus negócios entendem perfeitamente essa afirmativa! E é
comum assistir entrevistas e manifestações de empreendedores por escolha:
quando as dificuldades vieram, reforcei a essência e o propósito do meu negócio.
Acreditei nele! Mas sempre observei o mercado!
São
posturas de um empreendedor por escolha! E mais: com inteligência! Não basta
somente qualificar. É necessário profissionalizar! É mail amplo, mais integral
e mais complexo!
Há
vários conceitos tentado definir o empreendedor. Todos são ótimos! Há inclusive
aqueles que afirmam que todos somos empreendedores. O conceito que criei e que
mais gosto é:
Empreendedor
é aquele que transforma uma oportunidade em algo útil a ele à sociedade.
Uma visão
integral de si e do mundo. Do interno e do externo. Daquilo que faz sentido
para si e para o planeta. Do que tem valor real na vida dele e das pessoas.
A qualificação
se traduz na escolaridade. O que precisamos é de educação! Educação Empreendedora.
Educação integral!
Seres
humanos melhores para uma sociedade melhor. Melhor em qualidade! Melhor em
possibilidades! Melhor de si com o melhor de todos! Integral e colaborativa!
Soma e
multiplicação! Fácil de ensinar na escola e difícil de aplicar sabiamente à
vida!
César Silva é Escritor, Empreendedor e Mentor de Negócios PMBM®, Autor do e-book Inspirando
Rumos – Histórias, Editora
Temas Preferidos.
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br. Artigo opinativo com
reflexão e sem fronteiras!
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