Eram 11h28 desta quarta-feira. Manhã gelada de 30 de junho de 2021. Drive Thru nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo.
Neste exato momento, recebi a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Foi o imunizante da Pfizer – mas podia ser de qualquer marca ou empresa.
O braço esquerdo gordinho simplesmente relaxou para receber a tão aguardada picadinha. Pic! Feito!
A máscara escondeu o sorriso, mas a expressão de alívio e satisfação revelou a felicidade pelo momento.
Tudo muito organizado no local, seja pela Prefeitura, Secretaria Municipal da Saúde, Guarda Municipal e Fenac.
Avancei pelos pavilhões, deixei a minha doação de alimentos no portão de saída e, do lado de fora, encostei o carro. Imediatamente, comecei a disparar mensagens e fotos para familiares e amigos. Alívio era o principal sentimento.
Eu tive Covid, em janeiro deste ano – e relatei a desgastante experiência física e emocional na recuperação: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
Eu perdi amigos para a Covid. Eu sei que, no Brasil, as estratégias no enfrentamento da pandemia poderiam ter sido melhores. Eu lamento profundamente pelos amigos que partiram cedo demais e não tiveram a chance de receber essa proteção. Muitos inocentes tiveram suas vidas encurtadas pela incompetência na gestão da pandemia.
Neste momento, é hora de agradecer aos pesquisadores, cientistas, profissionais da saúde e gestores que trabalharam pela vacina. Esta pandemia ainda tem muito a ser investigada e apurada, desde a sua origem, na China.
Mas, nesta quarta-feira gélida no Rio Grande do Sul, mais aliviado, eu preciso deixar registrado: OBRIGADO, ESTOU VACINADO!
Ah, e daqui 90 dias tem a segunda dose.
Que sigam vindo vacinas! A imensa maioria dos brasileiros quer e merece essa proteção! Vacina boa é vacina aplicada.
Sigamos todos nos cuidando, usando máscara, lavando as mãos e observando os protocolos sanitários.
