O aluno que não escreveu o tema da professora Clarice

A aula estava chegando ao seu final na antiga Escola Oswaldo Cruz, no Centro de Novo Hamburgo. Era o momento de repassar a lição de casa para a classe.

A professora Clarice pediu para os alunos pegarem seus cadernos e anotarem a tarefa. Era uma lição de matemática, já que a classe era de anos iniciais.

Então, quando todos estavam posicionados com caderno e lápis, a professora começou a ditar o exercício a ser realizado em casa:

– Um índio está na floresta. Esse índio precisa levar os alimentos para sua tribo. Então, ele começou a colher frutas. O índio estava com seis melancias, quatro melões, 12 maçãs e oito abacates. Então, quantas frutas o índio carregava?

Enquanto ditava o tema, a professora observou que o intrépido Felipe, na primeira fila, parou de escrever o tema na metade. Ele não anotou a tarefa por completo em seu caderno.

Intrigada com a situação, a professora se dirigiu a Felipe e questionou:

– O que houve, Felipe? Por que tu não anotou a tarefa?

E a resposta veio de pronto:

– Professora, com todo respeito, mas tu já viu alguém conseguir carregar tantas frutas ao mesmo tempo? Esse tema é impossível de ser verdade….

Aos professores e mestres, meu muito obrigado e feliz Dia do Professor. Inclusive alguns mestres universitários, que tentarem fazer lavagem cerebral na faculdade de Jornalismo. Até com esses mestres tirei lições importantes para minha vida.

Ah, a professora da história é Clarice Pereira Behrend, minha avó e filha da também professora Francisca Feldmann Pereira Saile, minha bisavó. E ainda sou “sobrinho emprestado” de Irmengard Land, com quase 40 anos lecionando a Fundação Liberato.

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