O início do
século XXI teve a aceleração de tantas coisas que vimos a distância entre gerações
se tornar abismal.
De repente, os Baby Boomers, Gerações X, Y, Z e Milenials
separavam seus comportamentos de forma cada vez mais distintas pela dificuldade
de adaptar-se, ou adaptar o outro preparando para mudanças e inovações
tecnológicas que causaram hábitos e costumes tão diferentes, que o mundo deixou
de ser dividido em nações para ser dividido entre “inclusos” e “excluídos” nas
mudanças.
Recém
terminamos as duas primeiras décadas deste século e um organismo que é um dos
tipos de habitantes mais antigos do nosso planeta, em uma dicotomia assustadora
com a inovação, influencia e altera totalmente o “modus operandi” da humanidade:
um vírus, ou melhor “o Vírus”.
Em um
movimento já recorrente ao logo da história humana na terra, a pandemia
provocada pelo novo coronavírus surpreendeu e encontrou justamente neste mundo
evoluído tecnologicamente, uma potencialização impressionante para demonstrar
para o teimoso ser humano que sua fragilidade continua gigantesca. E com uma
grande parcela da população adoecendo e muitos, infelizmente, perdendo a vida
este movimento pandêmico nos apresenta também oportunidades.
Lamentando e
chorando por todas as vítimas e pelo sofrimento causado pela Covid-19 devemos,
como todos os antepassados fizeram, procurar e enxergar a saída deste momento
difícil.
Para isto,
podemos aprender que neste momento difícil pudemos reencontrar alguns costumes
que nos fizeram chegar até aqui, como a solidariedade e o pensamento em grupo.
Caçar, plantar e colher em conjunto fizeram nossa espécie evoluir rapidamente
comparada com outras espécies e isto nos é apresentado novamente com a necessidade
do isolamento social. Estranhamente se isolar tornou-se para muitos de nós uma
oportunidade de se aproximar do seu círculo familiar originário, e fez também
entendermos que nossa invenções, como a internet e o smartphone, podem, sim,
aproximar gerações.
Em meu
trabalho como consultor, eu já dispunha de ferramentas para atender clientes e
empresas como home office, mas foi a quarentena que aproximou meus clientes com
idades diferentes da facilidade e da linguagem que antes batalhavam para encontrar
inconveniências no uso.
Foi magnífico
ver um Pai e um Filho no mesmo negócio tentando um ensinar ao outro o que
sabiam para usarmos em canal apenas. O mais novo destrinchando o smartphone
para a videoconferência e o mais velho mostrando como se portar perante uma
reunião onde nunca foi tão importante saber a hora de falar.
Acredito que,
apesar de todas as vidas perdidas e em risco, devemos como humanidade entender
que, mesmo isolados. nunca estivemos tão perto de nos enxergar como iguais. Sem
fronteiras, raças e credos.
Precisamos
“viralizar” a vontade de buscar um mundo melhor. Eu estou tentando. Vem comigo?
Encontre mais pessoas para te ajudar. Nos negócios precisamos de solidariedade
tanto quanto na vida pessoal e emocional. Pensar em um mundo de compartilhamento
e colaboração nunca esteve tão influenciador de tendências.
